Política não é o único problema do São Paulo - Gestão EC

Política não é o único problema do São Paulo



O goleiro Jean deu início a mais uma crise nos bastidores do São Paulo (Crédito: Divulgação/São Paulo FC)

Existem duas maneiras de consertar um time de futebol: de dentro do campo para fora e de fora para dentro.

O Corinthians conquistou os últimos títulos seguindo o primeiro modelo. O Flamengo apostou no modelo oposto e agora tende a colher frutos.

O São Paulo está perdido em ambos.

Nem toda a culpa pode ser atribuída ao presidente Leco. Talvez nem a maior parte dela.

A gestão do futebol do clube há tempos deixa a desejar em decisões técnicas, que em nada tem a ver com o agito nos bastidores.

Desde a aposentadoria de Rogério Ceni o clube não conseguiu encontrar um goleiro confiável. É chavão, claro, mas um bom time começa com um grande goleiro.

Começa porque um jogador desse nível passa confiança para os zagueiros, especialmente. Eles sabem que, em caso de erro, ainda podem contar com uma esperança de salvação.

O São Paulo substituiu o maior goleiro de sua história por jogadores como Dênis, Sidão, Jean e Tiago Volpi. Nenhum deles tem 10% do peso e bagagem de Ceni.

Há tempos deveria ser o principal investimento do clube. Se possível, o ideal seria trazer um estrangeiro, um cara que não tivesse a dimensão do que Ceni fez pelo clube.

Os erros não ficaram apenas no gol. Diversos jogadores questionáveis foram contratados nos últimos anos. Régis lateral, Aderlan zagueiro, Everton Felipe meia, Trellez, Biro Biro, Morato e Marcinho atacantes são alguns exemplos.

Ainda temos os casos de Diego Souza e Nenê. Dois jogadores de qualidade inquestionável, mas sem a intensidade que os grandes times pedem hoje em dia. Ter um deles no clube até pode fazer sentido, os dois é um desperdício (de talento, de dinheiro, etc).

Diego e Nenê caminham hoje para terem brilho próprio em times médios, que podem montar um esquema para beneficiar um ou outro jogador. O São Paulo não pode.

Nessa “lógica” meio distorcida que permeia o futebol brasileiro, o São Paulo contratou um profissional (Wagner Mancini) que não tinha bagagem e retrospecto para ser o treinador da equipe para ser o “chefe” do técnico.

Para piorar, o técnico escolhido para começar o ano caiu e o futuro técnico indicou o futuro chefe para assumir o cargo.

É o exemplo CBF, que contrata um técnico e ele escolhe o seu patrão.

Além de todos esses erros citados acima, o São Paulo ainda sofre com falta de gestão no vestiário. Primeiro foi o episódio “biquinho do Nenê”, agora a disputa entre Jean e Wagner Mancini.

Tudo debatido em microfones ou redes sociais.

Falta comando no departamento de futebol.

E não dá para culpar apenas o Leco por isso.



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