Neymar é cada vez mais Beckham e menos Messi ou CR7 - Gestão EC

Neymar é cada vez mais Beckham e menos Messi ou CR7



A convocação do atacante Neymar para os amistosos da Seleção Brasileira em setembro reabriu a discussão sobre o momento do “craque” do Paris Saint-Germain (ou Barcelona, ou Real Madrid).

Desde a lesão que o tirou da Copa América, Neymar não esteve em campo. Mas atrasou na reapresentação para participar de evento de patrocinador, esteve em praias paradisíacas com os “parças”, cantou “juntos e shallow now” (eu sei que o nome não é esse, ok?) com Paula Fernandes e até enfrentou uma acusação de estupro.

O personagem midiático se tornou maior que o jogador.

Quando deixou o Santos para se transferir ao Barcelona, Neymar tinha um objetivo claro: disputar com Messi e Cristiano Ronaldo o trono de melhor jogador do mundo. Ficou diretamente atrás da dupla em dois anos, mas não apareceu na lista dos 10 melhores em 2019.

Cada vez mais Neymar se distancia dos craques de Barcelona e Juventus quando o fenômeno natural deveria ser o contrário, visto a diferença de idade entre o trio.

Distante de Messi e CR7, o “craque” brasileiro cada vez mais se parece com David Beckham. O ex-jogador de Manchester United e Real Madrid era o queridinho dos patrocinadores, seguido de perto por paparazzis, casou com uma celebridade tão grande quanto ele (a ex-Spice Girls Victoria Adams).

No livro “Anjos Brancos – entre céu e o inferno”, o escritor John Carlin relata que o retorno de mídia da Audi na chegada de David Beckham ao Real Madrid teve um valor maior do que todo o montante que a montadora pagaria ao clube espanhol durante todo o período do contrato.

Beckham era um fenômeno midiático tão grande que muitas vezes era apontado como um “produto de marketing”.

No mesmo “Anjos brancos”, John Carlin descreve cenas do aquecimento do Real Madrid antes das partidas. De um lado do campo, Roberto Carlos. Do outro, David Beckham. A troca de passes entre eles já valia o ingresso, pela precisão e beleza mesmo com características tão distintas.

David Beckham jogava muito. Foi eleito duas vezes o segundo melhor jogador do mundo pela Fifa, em 1999 e 2001.

Neymar joga muito, mas está bem grandinho e já passou da hora de decidir se quer ser reconhecido pelo que faz dentro de campo ou pela vida fora dele.

E a escolha tem de ser dele.

Se vale só uma outra comparação da coluna, um grande amigo de Neymar, Lewis Hamilton, teve um início de carreira parecido com o do brasileiro. De um talento absurdo, Hamilton foi campeão mundial de F1 em 2008, mas dividia as manchetes dos veículos de esporte com os de entretenimento/famosos/fofoca. Nessa época, sua carreira era comandada por seu pai.

No final de 2010, Lewis “demitiu” o pai da condução da carreira e procurou um profissional.

“Chegou um ponto em que eu falei: “Pai, eu só quero que você seja meu pai”. Isso foi incrivelmente difícil para ele aceitar e também foi difícil de dizer. Foi algo difícil naquele momento. Isso colocou entre nós um espaço como o Grand Canyon”, afirmou o piloto, em um documentário do programa de TV norte-americano “60 Minutes”.

Lewis Hamilton é o atual tetracampeão mundial de Fórmula 1, caminha para bater todos os recordes do esporte e tem seu nome já colocado entre os maiores da história.

#ficaadica

 



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