Gestão do futebol do Flamengo é um retrocesso - Gestão EC

Gestão do futebol do Flamengo é um retrocesso



Diretoria do Flamengo dá entrevistas sobre a saída de Abel (Crédito: Comunicação/Flamengo)

A nova diretoria do Flamengo, eleita em dezembro de 2018, chegou ao clube com um diagnóstico claro (na avaliação dos membros) sobre o principal problema da gestão anterior, que iniciou um excelente processo de saneamento financeiro do clube: faltava cobrança sobre os jogadores.

Todas as decisões tomadas desde então foram no sentido de cobrar resultados em campo de um dos elencos mais caros do futebol brasileiro: entrevistas falando em todos os títulos, contratação de um executivo com perfil linha-dura e gasto milionário para reforçar o já caro time e acabar com o “cheirinho”.

Dentro desse contexto, a contratação de Abel Braga era a procura por um “paizão”, alguém para ser a espécie de “tira bom” na lendária tradição sobre a necessidade de alguém para bater e alguém para assoprar.

Com cinco meses, com o Flamengo campeão carioca, bem perto das quartas-de-final da Copa do Brasil, classificado na Copa Libertadores e na sexta colocação do Campeonato Brasileiro (poupando titulares em alguns jogos), o técnico Abel Braga deixou o clube.

Os resultados estão aí.

Só que agora a diretoria não quer mais só resultado, quer desempenho. E, então, mostrou o que demais ultrapassado existe no futebol brasileiro. Disputas internas de poder, comunicação ruim entre dirigentes, declarações em on em off para minar o trabalho de um treinador, consultas a outros mesmo com técnico empregado, as velhas práticas que não se viam com Bandeira de Mello e Rodrigo Caetano.

A mudança de técnico vai dar resultado?

É possível.

O time do Flamengo é bom, superior aos concorrentes mais próximos no futebol brasileiro.

Mas para conquistar títulos mais importantes que o Carioca, a diretoria do Flamengo vai precisar entender que ambiente é fundamental para o bom desempenho de qualquer clube.

No ano passado, em entrevista ao programa Bola da Vez, da Espn, o meia Diego afirmou que internamente os jogadores eram muito cobrados na gestão de Bandeira de Mello, mas que não existia uma exposição pública. E que os jogadores respeitavam muito a antiga diretoria pela forma como ela tratava os atletas.

Os jogadores do Flamengo abraçaram Abel após o pedido de demissão.

Será que vão abraçar o próximo técnico e ter o mesmo respeito pela atual diretoria?



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