Flamengo e Palmeiras e os modelos diferentes de formação de elenco - Gestão EC

Flamengo e Palmeiras e os modelos diferentes de formação de elenco



Gabigol é o artilheiro do Campeonato Brasileiro (Crédito: Divulgação)

Flamengo e Palmeiras se enfrentam neste domingo em jogo entre dois dos principais candidatos ao título brasileiro, entre provavelmente os dois clubes mais ricos do Brasil, mas times com um modelo de formação de elenco bastante diferente.

Não vamos entrar nesse post no mérito de técnicos, se as escolhas foram certas ou erradas, na qualidade dos atletas, mas apenas apresentar duas ideias que me parecem claras sobre o modelo de formação do elenco.

O Flamengo, neste ano, investiu em medalhões, grandes nomes do futebol brasileiro, como Rafinha, Felipe Luís, Arrascaeta, Gabigol, Bruno Henrique. Ainda trouxe Rodrigo Caio, Gerson. Dos 11 titulares, apenas o zagueiro Pablo Mari não tem passagem por Seleção (William Arão foi convocado em 2017 e Gerson foi seleção de base). Até pela qualidade dos titulares, existe uma grande diferença de nível deles para o time reserva, que tem jogadores como Rodinei, Renê, Piris da Mota, Berrío, etc.

São 14 ou 15 jogadores que, estatisticamente, participam de mais de 50% dos jogos de qualquer equipe em qualquer competição mais longa. O Flamengo concentrou os investimentos nesse grupo e completou o elenco com promessas das categorias de base, como Reinier e Lincoln ou jogadores “operários”.

Esse tipo de elenco é muito importante em mata-matas. O Flamengo tem vários jogadores capazes de decidir jogos. Pode ser Everton Ribeiro, pode ser Bruno Henrique, Gabigol, Arrascaeta. São muitas opções.

O Palmeiras tem um modelo diferente. A opção de montagem de elenco tem sido a contratação de vários jogadores de nível bem próximo, de ter dois atletas de praticamente o mesmo nível em cada posição. Medalhão mesmo apenas Felipe Melo e Dudu.

Por isso, o Palmeiras foi campeão brasileiro em 2018 mesmo alternando o elenco entre as competições que estava disputando, a Libertadores e a Copa do Brasil. No campeonato mais longo, a grande variedade do elenco fez a diferença.

Acontece que, no mata-mata, o talento individual (sem entrar na questão do imponderável), pode decidir jogo. O Palmeiras foi eliminado em casa pelo Grêmio sem Felipe Melo, suspenso, e com uma atuação pouco inspirada de Dudu. Por outro lado, Everton, talvez o melhor jogador em atividade no futebol brasileiro, deitou e rolou.

Para forçar uma comparação numérica, seria algo como o Flamengo ter 10 jogadores nota 8, o Palmeiras ter 20 nota 7.

No futebol, não existe um caminho apenas para vencer.

Cabe a cada clube decidir qual o melhor de acordo com as suas expectativas.



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