Calendário precisa mudar. E não é difícil - Gestão EC

Calendário precisa mudar. E não é difícil



Não é segredo para ninguém que o calendário é um entrave para o desenvolvimento do futebol brasileiro, mas uma mudança esbarra na falta de vontade política e de união entre os clubes.

Se existisse uma Liga de clubes ou entidade realmente interessada em mudar o futebol, não seria tão difícil encontrar uma fórmula que pudesse agradar todos os clubes, emissoras detentoras dos direitos e até mesmo as Federações Estaduais.

Os exemplos estão aí, especialmente na Alemanha e na Inglaterra, que são os países que mais se aproximam do Brasil em tamanho (o primeiro) e em número de clubes (o segundo).

O primeiro passo para um calendário saudável a CBF já deu, com a supercopa do Brasil para abrir a temporada. Ele deveria acontecer na quinta semana do ano, com as quatro primeiras destinadas ao período de pré-temporada.

Sobrariam 47 semanas no ano, sendo quatro delas reservadas para as férias de dezembro e chegamos ao número mágico de 43 semanas.

O Campeonato Brasileiro deveria começar em fevereiro e terminar no final de novembro. São 38 semanas para jogos só aos sábados, domingos e segundas (o Monday Night Football é muito legal). Ainda sobrariam cinco semanas no calendário para as Datas Fifas e competições como Copa América e Copa do Mundo.

O nacional deveria seguir o modelo da Alemanha. As três primeiras divisões são nacionais, a partir da quarta a disputa é regionalizada e os primeiros de cada região disputam o acesso.

Vamos tomar o Paulistão desse ano como exemplo. São quatro times na Série A (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo) e seis times na Série B (Ponte Preta, Guarani, Oeste, Botafogo, Bragantino e São Bento). Sobram seis times fora das 3 primeiras divisões (Novorizontino, Red Bull Brasil, São Caetano, Ferroviária, Ituano, Mirassol).

Todos esses times disputam o campeonato preocupados não na receita dos jogos com os grandes, mas na vaga na Série D. Não seria mais lógico que eles disputassem com os primeiros da Série A2 (que tem times como XV de Piracicaba, Santo André, Juventus, etc) uma vaga direto na Série C?

Trabalhei cinco anos no Red Bull Brasil e tínhamos uma dificuldade enorme para explicar aos austríacos e alemães que no primeiro semestre o time poderia enfrentar o Corinthians em um campeonato, mas que ainda estava longe da Série A do Brasileirão.

Nesse modelo teríamos ainda os jogos de quartas e quintas para Copa do Brasil, Copa Sul-Americana e Copa Libertadores.

Sim, ainda sobrariam muitas datas no meio da semana.

Então, até como um agrado às Federações e emissoras detentoras dos direitos esportivos, poderia ser incluído um Estadual em formato de Copa, seguindo o modelo da Copa da Inglaterra e adotado agora na Copa do Brasil. Nas primeiras fases, os times de melhor ranking enfrentam os clubes de pior ranking fora de casa.

De novo, usando São Paulo como exemplo, poderíamos ter um jogo eliminatório entre Palmeiras e Taubaté, em Taubaté. Certeza de casa cheia, diferentemente do que acontece hoje quando o grande vai jogar no interior.

No nordeste, a Copa Estadual poderia ser substituída pela Copa do Nordeste, um sucesso absoluto.



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