A volta do Expressinho do Vasco



Allan fez parte do último time sub-23 do Vasco (Foto: Divulgação/Vasco)

Caetano, Cafézinho, Odvan, Marçal e Maciel; Marcão – que depois se tornaria ídolo do Fluminense -, Nasa, Acássio e Brener; Wagner e Luís Cláudio.

Esse era o Expressinho do Vasco de 20 anos atrás, repleto de jogadores da base e atletas oriundos de equipes pequenas do Rio de Janeiro. O grupo foi formado após o Campeonato Carioca, com o intuito de garimpar bons valores do Estadual para a equipe principal e formar um time B para a disputa da Supercopa da Libertadores de 1997.

Destes, Odvan, vindo do Americano, e Nasa, contratado junto ao Madureira, se tornariam titulares da campanha vitoriosa do clube no fim dos anos 90, conquistando dois brasileiros (97 e 2000), um Carioca (98), uma Libertadores (98)  e um Rio-São Paulo (99). Caetano, Brener e Luís Cláudio também fizeram parte do elenco histórico.

Não era exatamente um time sub-23, como está sendo recriado pelo Vasco para 2018. Era o famoso Expressinho, muito utilizado pelo clube desde os anos 40 – em alusão ao Expresso da Vitória – para realizar amistosos pelo Brasil e o exterior. Uma equipe reserva, com jovens da base, atletas se recuperando de lesão e apostas desconhecidas, para partidas de exibição e competições de menor porte. Uma equipe de transição para novos jogadores, sejam eles vindos dos juniores, de outros clubes ou até do departamento médico.

Até mesmo Garrincha, em 1967, participou de um amistoso do Expressinho, logo em sua chegada ao clube. Foi sua única partida com a camisa vascaína.

Geovani, ídolo cruzmaltino, foi outro que chegou a integrar este grupo. Reserva de Juninho Pernambucano no time que disputava o Brasileiro de 95, já em fim de carreira, o Pequeno Príncipe disputou a Copa Rio ao lado de nomes como o americano Cobi Jones e os jovens Preto Casagrande, Bruno Carvalho, Valkmar, Richardson, André Pimpolho, Viana e Pedro Renato.

Num passado mais recente, o Expressinho também serviu como porta de entrada para alguns jogadores que vêm se destacando no cenário nacional e internacional atualmente. Na última competição sub-23 que o Vasco participou, em 2010, faziam parte do elenco nomes ainda sem destaque, e recém-contratados, como o lateral-esquerdo Diogo Barbosa, que na época foi trazido junto ao Vila Nova, de Goiás, com apenas 17 anos de idade, o meia Allan – contratado por empréstimo do Madureira -, que hoje brilha pelo Napoli , da Itália, o zagueiro Douglas – oriundo do América de Natal -, atualmente no São Paulo, o volante Rômulo – chegou do Porto de Caruaru -, que atua agora pelo Flamengo, e o atacante Patric – vindo do Mixto -, que nesta temporada está no Sanfrecce Hiroshima, do Japão.

Dos cinco, três deles renderam um ótimo lucro ao Vasco. Pela venda de Douglas ao Dnipro, da Ucrânia, o clube recebeu R$ 4,5 milhões. Por Allan, o Cruzmaltino recebeu cerca de R$ 2 milhões – tinha direito a apenas 20% da negociação – da Udinese, da Itália. Rômulo, por sua vez, rendeu aos cofres vascaínos algo em torno de R$ 10,3 milhões – detinha 50% do passe -, em venda para o Spartak Moscou.

Vejo com bons olhos a voltas dos aspirantes, do sub-23, ou como preferirem chamar. Bem trabalhado, tem baixo custo e precisa de apenas um destaque para que o projeto se pague. Uma aposta certa em um garoto e o lucro é garantido. Além disso, é mais uma chance de ver os clubes em campo, e com mais espaço para a garotada.

Seja muito bem-vindo de volta, Expressinho.



  • Fabiano Elias

    Garone, quem é este Acássio que vc descreve no início do texto ?

    • André Schmidt

      Um que veio do Madureira, junto com o Nasa.
      Abração!

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