Vasco x Goiás: o empate da morosidade



Gilberto participou pouco do jogo (Foto: Wagner Meier/LANCE!Press)

Gilberto participou pouco do jogo (Foto: Wagner Meier/LANCE!Press)

Mais uma partida impecável da defesa do Vasco, e mais uma atuação pragmática do ataque vascaíno. Era tão óbvio que Martín Silva trabalharia pouco quanto que Gilberto mal tocaria na bola. Isolado na frente, foi um espectador de luxo.

O empate em 0 a 0 com o Goiás, mostrou a grande força vascaína, a retaguarda, e também o maior defeito, a previsibilidade. O time é lento, moroso com a bola nos pés, fácil de ser anulado. Seguro defensivamente, não passou sustos. Mas também não assustou.

O Vasco tem sido assim desde o início do ano. Entra com uma formação para não sofrer gols, e tenta resolver numa jogada ocasional, seja de bola parada ou num contra-ataque. Com os goianos bem armados, faltou espaço e competência para acelerar as jogadas.

Há dias em que se decide em apenas um lance. Hoje, não foi o caso.

A igualdade no marcador, na estreia do Brasileirão, não apontou nenhuma novidade que os vascaínos já não conheciam. Os problemas são antigos, a solução é que ainda não chegou. A escassez  de um 10 é gritante.

Dagoberto não é esse homem, nem nunca foi. Mais recuado, se cansa mais correndo atrás da bola do que chegando para definir na frente. Enquanto isso, Gilberto briga sozinho, isolado, perdido no meio dos defensores. Com o time espaçado, os homens de frente pouco ‘conversaram’ entre eles.

Faltou ao Vasco pressionar a saída de bola, encurralar o Goiás e se impôr mais no jogo. Foi mole com a bola nos pés e em momento algum fez por merecer mais que um placar inalterado. Que sirva de aviso: o Carioca acabou, é hora de olhar pra frente.

Apesar da frustração na estreia, não há motivo para desanimar. É improvável que todos os times joguem tão fechados quanto o Goiás. Por isso, a chance da equipe emplacar e fazer prevalecer o seu jogo, achando mais espaços para trabalhar, é grande nos próximo jogos.

O Vasco pode mais do que apresentou nesse domingo, mas é preciso sair do óbvio. Diretoria e/ou Doriva precisarão se desdobrar para injetar ao menos um pouco de criatividade no meio-campo. E quanto antes melhor.

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