Vasco x Flamengo, o clássico sem fim



Zico e Dinamite são símbolos da rivalidade (Foto: reprodução)

Zico e Dinamite são símbolos da rivalidade (Foto: reprodução)

O dia em que eu parar de me arrepiar com um Vasco e Flamengo, é porque eu morri. Se você é incapaz de ver a grandeza e importância desse clássico, na boa, procure um médico. E se por rivalidade o tenta diminuir, acredite, é apenas mais um sinal da magnitude que ele tem.

Ninguém é imune a um Flamengo x Vasco num Maraca lotado.

Por mais que a violência seja algo – infelizmente – presente, o Clássico dos Milhões é um jogo de amigos. Discorda?

Então pense quantas vezes esta semana você, vascaíno ou flamenguista, mexeu com um amigo torcedor do rival? Quantas caixas de gelada você já não botou em jogo antes mesmo da bola rolar? Quantas vezes você pensou na zoada que dará na segunda-feira se seu clube vencer?

Isso é futebol. Isso é Flamengo x Vasco.

Se o Fla-Flu nasceu 40 minutos antes do nada, como bem disse Nelson Rodrigues, tenho certeza que Vasco x Flamengo terminará uma semana depois de tudo, num botequim qualquer entre São Cristóvão e a Gávea. Com brincadeiras e provocações, é claro.

Todo vascaíno tem um amigo flamenguista. Todo rubro-negro já bebeu num bar com um parceiro cruz-maltino. Rivalidade? Na bola e nas brincadeiras, aí sim.

Vasco e Flamengo é o clássico que teve início em 1922 e até hoje não terminou. Não há fim, vencedores absolutos ou derrotados que não possam se levantar. É um jogo interminável onde a história é escrita diante dos nossos olhos, linha por linha, capítulo por capítulo.

A vitória numa partida traz a alegria e a glória momentânea, mas nunca o posto fixo de campeão do duelo. Existe sempre um amanhã. É o pontos corridos mais longo do mundo, mas com cara e peso de mata-mata em cada duelo.

Vasco e Flamengo travam um confronto no dia a dia. Sem juízes, sem jogadores e sem tv.

Quando você sentar num bar com um grupo de amigos e rolar o papo futebol, rapidamente verá alguém fazendo as contas de quantos vascaínos e flamenguistas estão à mesa.

Entrar num táxi no Rio e sair dele sem saber para qual time torce o motorista é uma missão quase impossível.

Abrir as redes sociais, dia de jogo ou não, e não ver ao menos uma provocação entre os dois lados é humanamente impossível.

O Clássico dos Milhões tem vida própria, fora dos gramados, e por isso carrega esse nome.

Não são apenas onze contra onze. Muito menos dura apenas 90 minutos.

A bola irá rolar neste domingo, mas segunda de manhã, nas padarias e escritórios, o clássico ainda estará rolando à todo vapor. Assim como na terça na pelada, quarta no happy hour, quinta na pizzaria…

Assim é há quase 100 anos, desde o apito inicial. E assim será por mais 100, 200, 300…

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