Vasco retrocedeu com Celso Roth



Celso Roth ainda não impôs um padrão de jogo ao Vasco (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Celso Roth ainda não impôs um padrão de jogo ao Vasco (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

As aspirações do Vasco no início do ano não eram muitas. Com um elenco recheado de apostas, o time entrou no Carioca como azarão. Ainda assim, apesar de todas as limitações, Doriva conseguiu dar um padrão a equipe, uniu o grupo em busca de um objetivo e o alcançou.

O Vasco tinha muito pouco, mas pensava e agia coletivamente, unido, não de forma individual. Tinha cara e coração, e hoje não tem mais.

Pode parecer filosófico demais, mas talvez o treinador fosse a alma do elenco que conquistou o Estadual. Desde o início, todos compraram a ideia do técnico, mas essa corrente foi quebrada. O péssimo início de Brasileiro frustrou Doriva, que acabou deixando o clube, e todo plantel.

Celso Roth chegou como remédio e de cara fez efeito, vencendo seus dois primeiros jogos. Mas não era a cura para o mal vascaíno, era apenas um placebo que logo foi desmascarado.

Nenhum remédio confiável muda tanto a sua composição quanto Celso altera a formação do time.

O efeito era psicológico e sua ação já passou. Porém, os danos foram feitos. A falta de um tratamento real nos últimos meses fez com que a evolução conseguida no primeiro semestre sumisse. A defesa, ponto forte no Carioca, virou o calcanhar de aquiles, e o ataque, que já não funcionava, ficou ainda menos eficaz sem a posse de bola.

São 14 gols sofridos nos últimos cincos jogos pelo Brasileiro, média de quase três por partida. Algo impensável até pouco tempo, mesmo conhecendo as limitações do grupo.

O Vasco retrocedeu com Celso Roth, perdeu o padrão, a união e o foco. Individualmente, a equipe sempre foi fraca, mas coletivamente tinha um rumo, que também foi perdido. O novo treinador sequer aponta para um novo norte, a direção muda a cada partida e o elenco parece cada vez mais perdido.

O time cruz-maltino hoje entra em campo como se estivesse em início de temporada, testando uma nova formação a cada jogo, sentido a falta de entrosamento, com baixo rendimento físico, sem ritmo e sem confiança. Parece que estamos em janeiro, quando na verdade o Brasileiro já se arrasta para a sua metade.

Não há outro caminho para o clube que não seja uma mudança rápida e forte de postura, um ‘medicamento’ que faça efeito a curto prazo, mas que também tenha funcionalidade para médio e longo. Ainda há tempo para o Vasco se salvar, mas será necessário um tratamento de choque. Chega de placebo!



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