Vasco precisa reencontrar o espírito perdido



Vasco apenas empatou com o Sampaio Corrêa (Foto: Divulgação/Vasco)

Vasco apenas empatou com o Sampaio Corrêa (Foto: Divulgação/Vasco)

Foram 18 dias sem jogos do Vasco. E o torcedor, que sentia saudades, ainda sente. O time não entrou em campo contra o Sampaio Corrêa. Ao menos não como deveria, ou se esperava.

Com quase três semanas para descansar e trabalhar, encerrou-se o espaço para duas das desculpas mais habituais do futebol: o cansaço e a falta de tempo para treinar. Sem esses argumentos como justificativa para um eventual tropeço, era obrigação da equipe fazer uma boa partida e derrotar o lanterna do campeonato.

Não foi o que aconteceu.

Um empate pouco atraente – ainda mais simultâneo à final do futebol olímpico -, com um time lento e de baixa intensidade, manteve a sensação de que o Vasco ainda não voltou das ‘férias’.  Pior: manteve a dúvida sobre a competitividade deste elenco numa Série A. Logo agora que terá o Santos pela frente na Copa do Brasil.

O discurso de que o elenco é mais velho e, portanto, precisava se recuperar fisicamente para voltar ter boas atuações foi por água abaixo com a fraca atuação após a pausa. Nenê mais uma vez se limitou a reclamar com a arbitragem e forçar jogadas individuais sem êxito. Ederson, posicionado por Jorginho como um ‘falso 9’, pouco tocou na bola. Thalles, por sua vez, errou tudo quando entrou e mostrou porque retornou ao banco.

No mais, jogadas óbvias de triangulação pelas laterais – assim saiu o pênalti que resultou no gol -, muito toque lateral e poucas finalizações. A troca de posições entre Ederson e Nenê, como acontecia com Riascos, não ocorreu e a dupla pouco ‘conversou’ em campo. Com Jorge Henrique e Eder Luis mantendo a sequência tradicional de passes errados, a equipe em nada evolui no período de treinos.

Por fim, apesar de toda ‘pré-temporada’, o time retornou com os mesmos problemas na criação e finalização das jogadas. Tendo posse mas pouco ímpeto. A verdade é que o Vasco parece cada vez mais desinteressado pela Série B, ainda que não tenha garantido matematicamente o acesso. E isso pode ser perigoso.

Cabe a Jorginho conseguir virar a chave do elenco para a disputa da Copa do Brasil e tentar reencontrar o mesmo espírito do fim do ano passado e dos clássicos do Campeonato Carioca. Caso contrário, terá muitas dificuldades contra o Santos.



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