Vasco precisa recuperar o padrão de jogo



Vasco precisa levantar a cabeça e se reorganizar (Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)

Vasco precisa levantar a cabeça e se reorganizar (Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)

Que o time do Vasco é tecnicamente limitado, ninguém duvida. Porém, apesar de toda desconfiança e pessimismo que rondava o clube no início da temporada, as boas apresentações da equipe em seu início – até mesmo nas derrotas em Manaus – mostraram uma luz no fim do túnel.

Mesmo com um elenco sem estrelas, Doriva havia conseguido dar padrão de jogo e equilíbrio a equipe. Armado no 4-2-3-1, os meias voltavam marcando os laterais, Marcinho pressionava a saída do volante e com isso tínhamos uma defesa sólida, com todos comprometidos na marcação. Por que mudou?

O esquema é o mesmo, o comprometimento defensivo não. Mudaram peças, as posições seguem as mesmas, mas o funcionamento está diferente, desorganizado, dividido.

As chegadas de Gilberto e Dagoberto – que mal jogou ainda – eram para dar a força ofensiva que faltava ao Cruz-Maltino, não para causar um afrouxamento defensivo. O padrão de jogo foi perdido. Se antes os meias acompanhavam, agora nem os laterais fazem esse papel. O Vasco se abriu.

Não sei se por excesso de confiança, alguns jogadores parecem ter desaprendido o que futebol é um esporte coletivo e têm tentado brilhar mais que os outros. É nítido que algo na cabeça de certos atletas mudou. Todos querem atacar, ninguém quer defender. Um deixa a responsabilidade para o outro, que deixa para o um e pronto, virou pelada.

Vontade de vencer, como disse Luan ao fim do jogo, eu não tenho dúvida que todos tenham, ninguém gosta de perder. Mas se doar pelo sucesso do coletivo ao invés do individual, é bem diferente. Antes, eram todos carregadores de piano em um time que lutava contra a desconfiança. Mas bastou um brilhareco para que todos quisessem ser mais do que são.

A equipe precisa se reorganizar, e isso passa pelas mãos de Doriva, que deixou o time se perder. Conversa, treino e a volta do padrão de jogo são fundamentais nessa hora. A vaga está no papo, depois disso começa um novo campeonato. Ate lá, o Gigante precisa se reencontrar.

O Vasco precisa entender e aceitar as suas limitações. Só assim deixará de cometer erros por tentar dar um passo maior que a perna, por se lançar afobado sem organização. É hora da equipe voltar a ter o pé no chão, priorizar novamente o setor defensivo, se estabilizar, compactar – como nos primeiros jogos -, para aí sim buscar as vitórias.

Saudações vascaínas! /+/

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