Vasco precisa mudar a mentalidade para fugir da gangorra



Nenê voltou ao time contra o Londrina, mas não teve grande atuação (Foto: Carlos Gregorio Jr/Vasco)

Nenê voltou ao time contra o Londrina, mas não teve grande atuação (Foto: Carlos Gregorio Jr/Vasco)

Quando se tenta largar um vício, um hábito, uma das primeiras coisas que precisam ser feitas é mudar a forma de pensar. É necessário forçar uma alteração no comportamento para alcançar novos objetivos. E é exatamente isso que parece faltar ao Vasco.

Contra o Londrina, mais uma vez o time jogou mal. Foi dominado, correu riscos e venceu num gol fortuito. Saiu com três pontos mas poderia ter saído sem nenhum, pois novamente não soube construir seu triunfo. Ele veio ao acaso. Pior: a equipe saiu satisfeita com isso.

A mentalidade exposta por Jorginho na entrevista pós-jogo, onde disse que prefere ver o time jogando mal mas ganhando, mostra bem o porquê do Vasco estar nesta situação atualmente. Um clube que deveria estar atuando bem na Série A hoje joga feio na B e se dá por satisfeito.

Não se trata apenas de vencer, mas de recolocar o clube em seu devido lugar. E isto não é somente uma questão de divisão, mas de postura e pensamento.



  • Dirceu

    Concordo plenamente. Como tenho observado há muito tempo, o grande objetivo do Vasco nesta temporada era o de formar a base de um time, que em 2017 na série A, quebrasse, definitivamente, o ciclo vicioso no qual os diversos dirigentes do clube colocaram a imensa nação vascaína.
    Para isso, era preciso um técnico com novas ideias, com um modelo de futebol moderno, e que montasse o time base, sobre o qual pudesse ser construida uma equipe que voltasse a disputar com chances, o título nacional.
    Na verdade, o que vimos foi um técnico preocupado, exclusivamente, com os resultados ( não que isso deixe de ser importante), sem nenhuma criatividade objetiva, que jamais deu ao time um padrão moderno de jogo, que preferiu uma suposta “segurança” com a manutenção de antigos jogadores, em detrimento dos mais jovens.
    Saliento que “ninguém”, em sã consciência, colocaria em um time que pretendesse ser campeão brasileiro da seria A, jogadores como: Éder Luiz, Leandrão, Júlio dos Santos, Júlio Caesar, Jorge Henrique, Diguinho e outros; todos eles já dispensados dos grandes times do Brasil.
    Trata-se portanto, de um técnico sem a qualificação para o cargo, sem a capacidade para o exercer o papel que dele se esperava e que dele precisávamos.
    Infelizmente, temos que ter a consciência de que perdemos um ano inteiro, mas também saber que temos que mudar, fazer, logo ao final dessa fatídica série B, as trocas de pessoas e mentalidade, sem o que, o ciclo irá se repetir, deteriorando definitivamente uma tradição, destruindo a nossa sofrida, mas grande nação vascaína.

  • Egberto Casazza

    A verdade é uma só: se cair de novo vira time pequeno. Não há galeria de títulos e história que aguente tanto vexame. Vendo o Vasco hj temo por um novo rebaixamento em 2017. Precisamos, urgentemente, mandar essas pudriças velhas embora, pressionar o Nenê e o Andrezinho e botar a molecada. O Jorginho tb não pode ficar tão tranquilo, precisa ser pressionado. Ninguém tá se entregando 100%.

  • Paulo Wagner

    Já cansei de escrever isso aqui. O Vasco se apequenou. Joga como time pequeno, covarde, não importa o adversário. Faz um gol e vai para a retranca. Atualmente, consegue ter menos futebol que a seleção da Islândia. Não toca a bola. É só chutão! E quando toca, o torcedor fica com o coração na boca, porque não sabe tocar a bola. Vejo times com menos investimento, jogadores com menos nome e fama, mas que conseguem tocar bem a bola e, invariavelmente, encurralam o Vasco na defesa. O problema é que, a meu ver, isso não vem de hoje. Já são anos de futebol medroso, covarde, de chutão. Entra treinador, sai treinador; entra jogador, sai jogador; e a forma de jogar é sempre a mesma. O velho Vasco – aquele que os adversários temiam, que patia para cima e sufocava o adversário, aquele Vasco que os times de menor expressão temiam perder de goleada – acabou. O time que ia na jugular, para matar o adversário e que tinha sede de gol, não existe mais. Um a zero, hoje, é goleada! E nós, torcedores, que nos contentemos com a mediocridade.

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