Vasco precisa entender suas limitações



Time tem deixado brechas na defesa (Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)

Time tem deixado brechas na defesa (Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)

O Vasco começou o ano rodeado de dúvidas e pessimismo. O elenco era – é – limitadíssimo e o medo de um vexame vinha já no Campeonato Carioca. Para fazer a máquina andar, mesmo com a falta de peças, Doriva armou um time que primeiramente jogava para não perder. Consciente de suas limitações, se fechava para não sofrer gols  e só atacava na boa, esperando uma bola parada ou um contra-ataque que pudesse definir a partida.

É óbvio que fazer isso contra Barra Mansa, Tigres e cia, é mais fácil. Mas a equipe fez também contra Fluminense, Flamengo e Botafogo, o que deu uma ponta de esperança ao menos para um Brasileiro mais tranquilo que os últimos. Algo bem contrário ao que foi apresentado até agora na competição.

E assim foi o Cruz-Maltino no Estadual. Na primeira tentativa de se lançar desesperado ao ataque, sofreu cinco do Friburguense e conteve o ímpeto. A derrota serviu – ao menos naquele momento – para que a equipe voltasse a ter os pés no chão. E deu certo. Contra Flamengo e Botafogo, defender foi a prioridade e o time conseguiu sair vitorioso usando o contragolpe e a cobrança de falta para ficar com a taça.

Nas três primeiras partidas do Brasileirão, as atuações foram bem parecidas com as do Carioca. Pouca pressão ofensiva, mas com consistência defensiva. Resultado: três empates. Parecia ruim, até que vieram as quatro derrotas consecutivas e mostraram que poderia ser pior.

Sem vencer, o Vasco se viu obrigado a arriscar mais, se lançar mais, e se desorganizou. Depois que perdeu para o Atlético, em Minas, algo que poderia ser considerado normal ao compararmos os elencos, o time recebeu a Ponte Preta pressionado pela conquista dos três pontos. Sofreu um gol com um minuto e teve um jogador expulso aos 30. E, nesse momento, se perdeu não apenas no jogo como no campeonato.

O Vasco não tem time para se impôr e pressionar sem que abra buracos no setor de defesa. Como não possui meias de criação que decidam, a equipe precisa da subida de seus laterais e da participação dos volantes, o que deixa a retaguarda desguarnecida.

E, para corrigir isso, é preciso entender a sua fragilidade. É mais fácil os vascaínos sofrerem um gol de contra-ataque do que marcarem um tentando impôr pressão numa defesa bem fechada.

No esquema inicial de Doriva, o time jogava para encaixar uma saída rápida com Madson, Julio dos Santos e Gilberto pela direita. Agora, é exatamente neste espaço que acaba sofrendo os gols – veja as imagens abaixo.

O Estadual deu uma impressão errada de superioridade à equipe e isso precisa ser consertado. Com o elenco que tem, não dá para jogar pra frente. A equipe precisa de reforços ou então que volte a atuar buscando, primeiramente, não sofrer gols.

Defender e atacar, simultaneamente, é algo que esse Vasco não é capaz de fazer. Não com as armas entregues até agora ao treinador.

1º GOL DO CRUZEIRO

Dois jogadores aproveitam espaço às costas de Madson e entram livres (Foto: Frame/SporTv)

Dois jogadores aproveitam o espaço deixado nas costas de Madson e entram livres. Lateral sobe, não volta a tempo e Diguinho não consegue fazer a cobertura. Leandro Damião não perdoa e marca (Foto: Frame/SporTv)

3º GOL DO CRUZEIRO

Mais um contra-ataque do Cruzeiro pelo lado direito da defesa. Luan e Madson estão atrás de Damião. Detalhe para o meio-campo vazio, sem nenhum jogador. Rodrigo tenta fazer a cobertura mas o atacante finaliza antes de sua chegada e marca (Frame/Sportv)

Mais um contra-ataque do Cruzeiro pelo lado direito da defesa. Luan e Madson estão atrás de Damião. Detalhe para o meio-campo vazio, o que mostra o espaçamento entre as linhas defensivas. Rodrigo tenta fazer a cobertura mas o atacante finaliza antes de sua chegada e marca (Frame/Sportv)



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