Vasco errou ao tirar promessas da Copinha



Matheus Vital estreou pelos profissionais em 2015 (Foto: Divulgação)

Matheus Vital estreou pelos profissionais em 2015 (Foto: Divulgação)

Dois jogos, dois empates, apenas dois gols marcados e muita dificuldade com a bola nos pés. O torcedor que se arriscou a assistir aos jogos do Vasco na Copa São Paulo de Futebol Júnior certamente não gostou do que viu até agora. E, para quem já olha para o presente com muitas ressalvas, pensar que o fraco futebol apresentado pode ser o futuro do clube é, no mínimo, desanimador.

A justificativa para a baixa competitividade da equipe tem sido o ausência de seus principais jogadores, que subiram para os profissionais. Explica a situação, mas não justifica a opção. Quando Evander disputou a última Copinha, a explicação para alguns erros era exatamente a falta de idade e de experiência na categoria. Um ano depois, chega ao time principal sem ter a oportunidade de ganhar rodagem em mais uma edição da competição.

A pré-temporada de Kayser, Andrey, Matheus Vital e cia deveria iniciar na Copa São Paulo, não com a certeza de um ‘lugar ao sol’ entre os profissionais. Quando subirem, voltará a mesma justificativa – da idade – e o ciclo nunca se fechará. As promessas estavam prontas para fazer uma bom campeonato pelos juniores, ajudarem a turma que vem do juvenil e subirem com moral. Não vão.

Dificilmente Jorginho lançará algum garoto como titular no início da temporada. Ou seja, devem jogar pouco nos primeiros meses. As férias dos meninos poderiam ter sido antecipadas para o início de dezembro, quando a equipe sub-20 disputou a pouco tradicional Copa RS. Teriam folga antecipada e poderiam iniciar a temporada ainda nos juniores, para ganhar um pouco mais de bagagem e confiança.

Valdir foi campeão da Copinha em 92 antes de subir e virar ídolo do Vasco nos anos seguintes. Jardel foi destaque em 93 antes ser utilizado no Estadual. Em alguns casos, jogadores já consolidados nos profissionais desceram para jogar o campeonato, como em 99, quando Maricá e Géder, campeões da Libertadores um ano antes, atuaram pela equipe que chegou até a final, mas acabou derrotada pelo Corinthians.

Força máxima em todas as categorias, esse deveria ser o objetivo do Vasco em qualquer disputa. Mas 2016 começou diferente.



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