O Vasco e a ‘fábrica de heróis’



Leandrão fez dois contra o Joinville (Foto: Carlos Gregorio Jr/Vasco)

Leandrão fez dois contra o Joinville (Foto: Carlos Gregorio Jr/Vasco)

O Vasco decidiu ser diferente. Não de hoje, há anos. Agora, de outra forma.

Quem um dia fabricou craques, de repente passou a produzir heróis. Não aqueles com capas, mas alguns com Copas, como Jorginho e Zinho. Com matéria prima de casa ou importada, definiu que cada um terá o seu momento salvador na temporada. Que, ainda que único, será especial.

Salvar parecia missão exclusiva de Martin Silva, até que precisou de Jordi. Luan e Rodrigo pareciam intocáveis, até que apareceu – e já desapareceu – Rafael Vaz e seu gol de campeão. Madson era insubstituível até Pikachu reencontrar sua posição.

O meio não tinha opções, até que William, que tem nome de Sir mas ainda luta para ser, chegou. E já merece estar. Nenê era peça única no tabuleiro até a ausência de Andrezinho se mostrar tão nociva. Nem só de Rei vive o xadrez.

Riascos não tinha substituto até que… Leandrão, duas vezes. Multiplicação, operação perfeita para a posição que só não pode zerar. Mas pode rezar. E até errar, contanto que não pare de tentar.

De repente, o time que só tinha um ou outro, passou a ter todos e mais um pouco. Em mesma sintonia. Não combatendo o crime, como heróis comuns, mas de olho no crème de la crème, como preferem alguns.

O objetivo não é mais se salvar, é ‘salivar’ por metas maiores. E o Vasco mostra isso jogando a B como se fosse a A. Ainda que nem sempre dê, no fim, vai ter que dar.

Amanhã, é possível que a capa do herói mude de personagem, mas não parece que trocará de cor. O Vasco cria um herói por rodada, seja goleiro ou goleador.



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