Vasco arriscou seu Brasileiro na Copa do Brasil



Nenê mais uma vez não foi bem (Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)

Nenê mais uma vez não foi bem (Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)

Poderia ter sido uma semana de ‘folga’ – vulgo trabalho, treino – para Jorginho. Deveria ser uma boa semana para recuperar alguns jogadores, já que muitos possuem mais de 30 anos, e analisar opções para o restante da temporada. Mas a comissão técnica do Vasco optou por achar que não deveria priorizar nenhuma competição, como se terminar a Copa do Brasil entre oito melhores – atual situação – fosse tão relevante quanto não ficar entre os últimos quatro no Brasileirão.

A competição do Vasco, desde a virada do turno – ou até mesmo antes – deveria ser uma só: evitar o terceiro rebaixamento de sua história. E o clube pode ter colocado tudo a perder quando optou por usar força máxima contra o São Paulo. Tirou o foco do seu principal alvo e ‘gastou bala’ à toa. Domingo tem clássico contra o Flamengo, e ao menos quatro dias foram perdidos trabalhando para enfrentar outro adversário que não o mais importante. Não pela rivalidade, mas pelo campeonato.

O menor dos problemas do time foi a derrota, ou uma provável eliminação, mas sim o sacrifício desnecessário ao qual os titulares foram expostos. Jogadores como Martín Silva, se recuperando de lesão, e Bruno Gallo e Nenê, que ficaram muito tempo parados e emplacaram uma sequência de partidas no último mês, claramente precisavam de uma pausa. E não tiveram.

A classificação é apenas um detalhe. Mas a moral e o padrão, conquistados nas últimas rodadas, eram tudo o que o elenco tinha. Os dois foram deixados de lado quando se mudou o esquema mas não poupou ninguém. A equipe foi derrotada de forma simplória, assim como foi a mudança de postura ao entregar a bola ao São Paulo e marcar atrás do meio-campo e não adiantado, como fez contra o Cruzeiro, por exemplo.

O Vasco perdeu uma boa oportunidade de manter sua moral em alta. Por mais que os reservas fossem goleados, ainda assim a confiança dos titulares seguiria a mesma para o fim de semana. Com um outro diferencial: as pernas estariam mais leves.

A derrota traz de volta uma desconfiança que aos poucos começava dar lugar a esperança. Aquele velho sentimento de derrota na véspera volta a pairar onde nas duas últimas semanas só se falava em fé.

O futebol é muito imediato para se arriscar a perder onde pouco se tem a ganhar.

O título maior do Vasco em 2015 não foi o Carioca e nem seria – ou será – a Copa do Brasil, mas sim a permanência na elite. Entender isso deveria ser o primeiro passo para alcançar o objetivo.



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