Valeu, Riascos!



Riascos voltou para o Cruzeiro (Foto: Carlos Gregorio Jr/Vasco)

Riascos voltou para o Cruzeiro (Foto: Carlos Gregorio Jr/Vasco)

Existem muitas coisas entre o céu dos Deuses do Futebol e o gramado dos mortais da bola que ninguém é capaz de explicar. Há, entre pernas e cabeças que estufam as redes, corações que balançam com igual intensidade. Por motivos distintos e personagens diferentes. Diversos em nomes, qualidades e personalidades.

Riascos não é um craque com a bola nos pés. Mas foi no sorriso. Com o seu próprio estampado na face. Ainda que as lágrimas não tenham sido evitadas ao fim do ano. É um daqueles personagens sem meio termo, mas meio tenro. O reto dos dribles tortos. O rosto de um Vasco jubiloso. Não morto.

Tecnicamente substituível, mas figurativamente não. É um perdão no meio de um futebol que, dizem, só quer padrão. Concordando ou não, me alegra mais um ‘gusanito’ do que qualquer outra comemoração. Estas, quase sempre sem emoção.

Riascos deixa no Vasco uma lacuna que não é técnica, é afetiva. E, nesse caso, não há réplica. Perdem os dois com o fim de uma amizade que, se não era pra sempre, poderia ter durado um pouco mais. Ou talvez tenha acabado antes do fim para que não voltasse ao começo. Nunca saberemos.

Jamais seria histórico, mas foi folclórico. Virou lenda, ainda que sem legenda. Mas que o sorriso traduz.



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