Um Vasco moribundo



Vasco perdeu a 4ª seguida no Brasileiro (Foto: Carlos Gregorio Jr/Vasco)

A morte muitas vezes chega de repente, nos arrancando a vida num solavanco inesperado que não permite sequer uma lágrima, um último olhar em volta. Em outras, porém, ela vem devagar, com sua gadanha desenhando no chão a cada passo, acompanhada de uma longa caminhada recheada de sofrimento e dor.

Esse segundo caso é o do Vasco.

Sem sequer ter colocado os pés no Z4, o time apresenta uma expressão moribunda, sem brilho. Uma face que, infelizmente, é conhecida no clube. O Vasco, hoje, talvez seja o único clube do mundo que cai de véspera. Foi assim também em 2013 e 2015. O semblante é de derrota, do descer do ônibus até o apito final.

A verdade é a seguinte: o time titular do Vasco, hoje, não é favorito nem no coletivo. Não importa a formação.

A derrota está intrínseca no atual elenco.

Não há mais desconforto no revés. O discurso de que perdeu mas não jogou mal, mantido por Alberto Valentim após nova derrota, dessa vez para o Vitória, por 1 a 0, é válido em um início de temporada, no Carioca, não no 2º turno do Brasileiro em que o time vem de quatro insucessos consecutivos.

O trabalho de Alberto à frente do Vasco é recente, mas a luta contra a queda não. Não dá para esperar por um mês até que a solução apareça. A doença que o time tem não pode ser combatida com doses homeopáticas, é necessário uma cura rápida.

Neste caso, ao que tudo indica, apenas um milagre.

O Vasco não fez uma péssima partida contra o Vitória. Deu poucos espaços na defesa, colocou bola no travessão, viu zagueiro e goleiro adversário parar chutes à queima-roupa, mas novamente sucumbiu no primeiro erro de marcação, na única finalização em gol feita pelos baianos. É aí que está perigo. Se nem em exibições no nível do adversário, ou até mesmo superior em alguns momentos, o time é capaz de pontuar, não será nas partidas mais difíceis que o fará. E a tabela só piora.

Dos 10 primeiros colocados no Brasileiro neste momento, o Vasco ainda precisa enfrentar nove. Ou seja, dos 15 jogos que restam, 60% são contra equipes da primeira metade da tabela. Dos outros seis adversários, que estão na parte de baixo, quatro são fora de casa, onde o time ainda não venceu.

O Cruzmaltino não está na zona de rebaixamento, mas cada vez mais dá sinais que é questão de tempo. O time segue o caminho de outras temporadas, numa marcha fúnebre que se arrasta desde as eleições do clube, no início do ano. E que não parece ter fim.

O Vasco, que fez da luta pela união de todos um marco em sua história, hoje morre aos poucos pela desunião implantada dentro de si.

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