Um Vasco indefinido



Nenê marcou, mas Vasco perdeu para a Cabofriense por 2 a 1 (Foto: Paulo Fernandes/Vaco)

O campo, o sol, os desfalques, os reforços… Hoje, no Vasco, tudo atrapalha. Até Nenê, e a mais nova – ou velha? -indefinição no clube. O time simplesmente ainda não estreou na temporada 2018. E, faltando apenas uma semana para a primeira partida da 2ª fase da Libertadores, não dá sinais de quando realmente entrará em campo.

É claro que o grau de importância de um duelo contra a Cabofriense, na Taça Guanabara, usando a equipe reserva, é pequeno tendo pela frente uma competição continental. Mas se o duelo é um treino para o confronto principal, estão treinando errado.

Penso o seguinte: vestiu a camisa, tem que jogar bem. Não importa se é amistoso, jogo-treino ou pelada de fim de ano. Ganhar é até opcional, mas é necessário apresentar algo. Ainda mais às vésperas de uma decisão.

Mais ainda pela torcida, que vive a angústia da incerteza num ano que deveria ser um pouco mais calmo que os anteriores.

Desse Vasco, 2018, porém, ainda não se tira nada.

É bem verdade que o período de treinamento foi curto, mas quem assistiu aos jogos de Flamengo – principalmente -, Fluminense e Botafogo, notou a diferença de organização e intensidade. O Cruz-Maltino está abaixo. Fisicamente, nem se fala. Nem os garotos da base têm conseguido manter o ritmo.

A sensação que dá é que os jogadores tiraram férias de seis meses, tamanha a dificuldade para dar sequência em lances simples, como um passe lateral. Contra o clube de Cabo Frio, foram 42 erros de passes e 18 lançamentos equivocados.

É verdade também que jogar em Bacaxá numa lua de 33 graus, às 17 horas, é um crime. Com os dois.

Contra a Cabofriense, mais uma vez o Vasco se mostrou previsível ofensivamente e frágil na defesa. Não apenas nos nomes, no individual, mas coletivamente. Os volantes se aproximam da defesa para fazer a transição mas os meias de frente não encostam para dar opção. Nenê e Guilherme Costa pareciam despertar apenas com a bola nos pés. Ainda assim, erraram demais.

No 1º tempo, a jogada, quase toda trabalhada atrás, só evoluiu através de lançamentos longos para Rildo ou em arrancadas isoladas de Nenê e Caio Monteiro, quando tiveram espaço. Com exceção do chute no travessão do camisa 10 após lance individual do jovem atacante, mais na vontade que na técnica, pouco se criou. Sobrou para Bruno Paulista, que mais uma vez deixou o campo com dores, arriscar de fora da área. Com perigo, mas muitas vezes também com precipitação.

No mais, um jogo truncado e feio de ambos os lados.

Como disse na coluna do jogo anterior, contra o Nova Iguaçu, o Vasco, com todas as mudanças que sofreu – nesta quarta ainda mais -, perdeu uma de suas principais armas: a coletividade. O rombo entre o setor defensivo e o ataque é algo para ser corrigido com urgência por Zé Ricardo. Aliás, desde o ano passado. Agora, aumentou.

Não será esse Vasco que irá a campo contra o Universidad Concepción, é verdade. Mas qual será? Segue indefinido.

A pré-pré-Libertadores do Vasco não anima. Muito pelo contrário. Preocupa.



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