Um Vasco entre a cerveja e o vinho



Vasco de 2017 aos poucos vai se acertando (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Vasco de 2017 aos poucos vai se acertando (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Nem tudo que nasce torto não se endireita. Seja pau ou pedra, não é o fim do caminho. Sempre o meio. Assim como o amanhã que quando chega já é hoje. É recomeço.

Reinícios que buscam Jean, Kelvin e Gilberto no Vasco. Recomendados por Cristóvão, responsável por remendar os buracos expostos nos últimos anos.

Não é fácil. Nem será ágil. Mas tem sido. E isso já é algo.

Está em movimento algo que parecia estagnado. Estão enganados aqueles que não viram que ele se move.

Contra o Santos do Amapá, o Vasco não apenas venceu, jogou bem. E poderia ter goleado, se não fosse a fabulosa falta que faz um centroavante gabaritado à frente. Finalizou 20 vezes e foi vencer com dois de pênalti.

Talvez para deixar ainda mais mentiroso o VT com os gols da rodada, uma espécie de vídeo de receita de bolo onde só o mostra pronto na mesa. Quem assistiu tudo, consegue imaginar o quão bom poderá ficar se montado sem pressa, com carinho, na pressão certa.

Quem só viu pronto, não faz ideia nem do recheio.

Ainda não foi constante, como uma garrafa de vinho que, ao chegar à mesa, repousa por lá sem pressa, com um paladar marcante independente do clima. Reconhecível de qualquer ângulo. Não foi assim.

O time oscilou – até pela facilidade que a partida se mostrou -, como uma cerveja que chega gelada, esquenta, fica meio morna e o sabor varia. Alternando a cada nova lata, em cada mudança de temperatura.

Ainda assim, foi refrescante.

Quem já sofreu com Celsius – Roth -, hoje vê esperança em Kelvin. Escalas diferentes para voos parecidos.

E o Vasco aos poucos se endireita.

Pela direita, onde Pikachu e Guilherme Costa criaram as melhores chances no 1º tempo. No mesmo lado, onde Kelvin e Gilberto incendiaram no 2º. Todos eles protegidos por Jean, que diversas vezes se posicionou como 3º zagueiro para liberar ainda mais os laterais.

Quando o time de Cristóvão quis jogar, sobrou. Quando tirou o pé, diminuiu, mas nada faltou.

Gilberto mostrou que é possível levantar a cabeça na linha de fundo. Jean, por sua vez, deu sinais de que não baixa a cabeça por nada. Nem pra ninguém. E a cabeça de Guilherme segue em dia. Pensando cada vez mais rápido. Como Kelvin.

Foi apenas o Santos do Amapá. Mas foi tudo dentro do normal.

E é esse equilíbrio que o Vasco busca: a constância de uma taça de vinho, com a refrescância de uma tulipa gelada de cerveja.



MaisRecentes

Bruno César não é Maxi López



Continue Lendo

Sub-20 do Vasco poderá superar o desempenho do time de 2010, que revelou Allan e Luan



Continue Lendo

A Martín o que é de Martín



Continue Lendo