Um Vasco de dois tempos distintos



Julio dos Santos mais uma vez foi discreto (Foto: Eduardo Valente/LANCE!Press)

Julio dos Santos mais uma vez foi discreto (Foto: Eduardo Valente/LANCE!Press)

Temos duas formas de analisar uma partida de futebol. Uma, olhando apenas para o placar. A outra, pelos aspectos técnicos. Do ponto de vista do resultado, empatar fora de casa é sempre bom. Pela bola apresentada, um time que evoluiu das últimas partidas, mas que não soube manter a constância.

O Vasco teve tudo para sair de Santa Catarina com a sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro 2015. Por característica, o time de Doriva tende a crescer quando não joga com a ‘obrigação’ de atacar. E o primeiro tempo mostrou bem isso.

Em 45 minutos de jogo contra o Figueirense, o Cruz-Maltino levou mais perigo que nos 180 contra Goiás e Cuiabá. Dagoberto apareceu para tabelar, Rafael Silva, com personalidade, não teve medo de tentar as jogadas individuais, Madson e Christianno ganharam na velocidade, mas o gol não saiu.

A equipe poderia ter ido para o intervalo em vantagem, mas faltou qualidade na finalização. Por falta de criação, pelo menos desta vez, não foi. O Vasco, na primeira etapa, não foi um time dependente da bola parada, e por isso chegou com mais eficiência. Soube explorar as brechas deixadas pelo adversário que, este sim, tinha a obrigação de tentar se impôr em casa.

O empate em 0 a 0 até poderia parecer uma injustiça ao que os vascaínos apresentaram no primeiro tempo. Se não fosse o segundo.

Aos poucos, o time foi recuando e tentando parar mais as jogadas ao invés de acelerar. Madson protagonizou mais um ‘show’ de cavadas sem sentido. Rafael Silva e Dagol passaram a atuar mais distantes e fixos. E o ataque parou.

Argel botou Mazola nas costas do lateral direito cruz-maltino e passou a assustar. Marcão entrou para jogar fixo na área e o Figueira começou a incomodar mais dentro da área. Enquanto isso, Doriva trocava seis por meia dúzia.

Rafael Silva, o melhor do ataque vascaíno até então, deu lugar ao errante Bernardo. Enquanto isso, Gilberto, que pouco tocou na bola, seguiu isolado à frente. No meio-campo, outra alteração que em nada acrescentou, com a entrada de Lucas no lugar de Serginho. No fim, Jhon Cley ainda entrou no lugar de Julio dos Santos.

Mais do mesmo, como gostam de dizer.

O empate fora de casa foi bom, pelo ponto conquistado e também pela postura na etapa inicial. Mas poderia ter sido melhor. Apesar de manter a invencibilidade, ficou o gosto de que poderia ter saído com um resultado melhor.

/BlogDoGarone
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