Um Vasco com sorrisos e mais algumas outras coisas



Dutra marcou seu 1º gol pelo Vasco (Foto: Jorge Rodrigues/Eleven)

Dutra marcou seu 1º gol pelo Vasco (Foto: Jorge Rodrigues/Eleven)

Se alguém te falar que foi um bom jogo, não acredite. Vasco e Joinville, principalmente no 1º tempo, deu mais sono do que a combinação frio e lareira no fim de tarde em Petrópolis. Mas foi uma partida de reencontro. Não, ainda não foi com o bom futebol, mas com pequenos detalhes que possibilitam chegar a isso.

Ainda que a etapa inicial tenha sido de baixa qualidade, deu para notar a volta do padrão de jogo. Ideal ou não, ainda assim, uma base. Do início ao fim do jogo, mesmo com a troca de peças.

O mesmo 4-4-2 com o meio em losango do Carioca, com Douglas – no Estadual era Julio dos Santos – e Andrezinho à frente de Marcelo Mattos fazendo a saída de bola, Nenê com liberdade para cair pelos dois lados e Dutra e Ederson se revezando entre o lado esquerdo e a posição de centroavante – algo que ocorria menos com JH e Riascos. O time se mexeu.

A equipe tinha sempre os três próximos, mais o auxílio dos laterais e de um dos homens de ligação – Douglas ou Andrezinho. Isso ajudou o Vasco a quebrar o bloqueio defensivo, se colocando em condições de triangular e evoluir. Mas pecou em não tentar mais chutes de média distância, forçando muitas bolas dentro da área.

Apesar do início confuso, com muitos erros individuais – alguns até simples -, escolhas erradas, foi possível notar mudanças. A saída de bola, um dos calcanhares de Aquiles da equipe nos últimos jogos, foi bem feita, sem chutões e com mais passes curtos . O time parou foi em sua intermediária ofensiva, na tentativa de tabelas e infiltrações. Com um ataque novo, algo até natural.

A movimentação de Nenê também foi diferente dos últimos jogos. Sua postura mudou. Não houve tentativa de jogar ‘contra o árbitro’, cavando faltas e exagerando em alguns lances. Foi em busca das tabelas, fez o simples, encostou em Dutra e Ederson, apareceu dos dois lados e, mesmo não sendo decisivo, com gols e assistências, fez uma boa partida. Algo raro nos últimos meses. Muitas vezes decidia até sem jogar bem. Contra o Joinville, foi o inverso.

Pikachu mostrou que pode ser o lateral titular – apesar de uma bobeada na marcação em cobrança de falta -, porém, se necessário for, vira ponta esquerda e resolve. Não precisa ser a posição, pode ser apenas opção. Uma variação individual que não altera o todo.

Ocorreram erros, claro. Vários até. Porém, quase todos individuais, não coletivos. Uma ou outra dormida na marcação, alguns passes errados – até mesmo Andrezinho -, mas como time, num olhar geral, funcionou. Ainda que de forma embrionária. E este era o objetivo de Jorginho: reencontrar a coletividade, voltar a conectar o grupo. Isso parece que aconteceu, resta saber se por um jogo ou por um novo período.

Tiveram até sorrisos e abraços na comemoração, grupo reunido no centro do gramado, brincadeiras na saída de campo, como quem mexe com um amigo do colégio depois da pelada do recreio. Essas coisas, que a tática não explica, também andavam em falta. E a volta de um parece ter puxado também o outro. Independente da ordem que chegaram.



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