Um Vasco autossustentável



Daniel Pessoa, Evander, Renato Kayzer e Caio Monteiro (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Daniel Pessoa, Evander, Renato Kayzer e Caio Monteiro (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Jordi, Richard, Luan, Kadu Fernandes e Henrique (Lorran); Jonatas Paulista (Lucas Barboza), Bruno Cosendey (Jhon Cley/Andrey), Matheus Índio (Evander) e Guilherme Costa (Matheus Pet); Marquinhos do Sul (Yago) e Thalles (Renato Kayzer).

Não se surpreenda se esta for a base do time principal do Vasco nos próximos anos. Claro, com três ou quatro jogadores mais experientes e um ou outro para completar o elenco. Mas olhando essa molecada, o futuro é esse.

E ainda tem Everton França, Muriel Dorigatti, Daniel Pessoa, Ítalo, os irmão Matheus e Lucas Alves, Caio Monteiro, Luan Rocha, Alan Cardoso, Matheus Santana… Se trabalharem direito, estamos bem.

É óbvio que cada um tem seu tempo de maturação, mas alguns já estão prontos. O que não pode acontecer é o mesmo que fizeram com Luan, Lorran e Thalles, por exemplo. Subiram os meninos jogando a responsabilidade de serem titulares e resolverem os inúmeros problemas do time.

Não é assim que funciona.

Garotos como Bruno Cosendey – o mais preparado, na minha opinião -, Evander, Andrey e Renato Kayzer, que hoje brilham na Copinha, não podem ser jogados aos leões. Mas também não podem ser esquecidos. A hora de testar e dar experiência é agora, não com 20 e tantos anos.

Cosendey, inclusive, talvez seja o melhor volante – era camisa 10 no juvenil mas recuou – do elenco vascaíno. Joga de cabeça erguida, tem bom porte físico, é inteligente, joga com elegância, é habilidoso e chuta bem. Sem medo de errar, digo que em breve será um dos destaques dos profissionais.

Evander é outro. Com apenas 16 anos, atuando numa categoria acima da sua, já consegue se destacar pela habilidade, personalidade, potência e precisão no chute, assim como faz na Seleção Sub-17. Não dá para esperar até fazer 20 anos, como tem sido, tem que subir aos poucos desde já.

Com Pedrinho, por exemplo, foi assim. Estreou em 1995, com 17 anos, foi reserva, entrava de vez em quando e foi evoluindo até estourar dois anos depois. Felipe idem.

O caminho é esse. Base não tem que ser solução imediata, mas sim opção. Também existem degraus nos profissionais a serem subidos. Pegar banco não faz mal a ninguém. Pelo contrário, ensina.

Talvez nem todos vinguem como se espera ou sejam apenas opções futuramente, caso tenhamos melhores na posição, mas não podemos deixar de botar fé na meninada. Afinal, até nos nossos piores momentos revelamos grandes talentos.

De todo pessimismo que assola a torcida vascaína, a base não pode ser um dos alvos.

Faz parte da história do Vasco produzir grandes craques e continuamos neste caminho, apesar dos vários tropeços recentes. Somos um clube autossustentável, temos a nossa própria fábrica de bons jogadores e é isso que dá vida ao time.

Não basta estar Vasco, tem que ser Vasco. E é na base que se ganha essa tarimba.

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