Um Vasco à moda Bangu



Nenê foi expulso no fim do jogo (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Eu me atreveria a dizer que jamais houve um Vasco x Bangu no frio. É um duelo tipicamente de verão, apesar da frieza do duelo desta quinta-feira. Principalmente sem o calor da torcida. Convenhamos: 50% do carisma do alvirrubro está em sua charanga. Assim como metade da imponência de São Januário – ou mais – vem do torcedor vascaíno.

O primeiro jogo do ano tem um único e singelo propósito: o de matar as saudades entre time e torcida. Sem uma das partes, o confronto nada mais é que uma extensão de um jogo-treino de pré-temporada. Ainda mais no atual momento vascaíno, onde o futebol é segundo plano. E o Carioca, dentro deste planejamento, está no terceiro escalão.

O simples fato da temporada se iniciar no meio de semana já mostra a má vontade com o torcedor. Não esperam sequer a folga do trabalhador para rolar a bola. Ela agora vem em dia útil, no meio do mês, tal qual uma fatura do cartão de crédito.

A questão é: São Januário, hoje, não é um local para reencontros. Muito pelo contrário. As batalhas mais importantes sequer são disputadas próximas das traves. Apesar das travas.

Voltando ao jogo, a verdade é que o Vasco foi ao campo à moda Bangu. E vice-versa.

Roupa semi-improvisada, zaga também, presidência idem… Nem um grito ao pé da orelha na hora de bater um lateral os jogadores vascaínos ouviram para tentar subir um pouco o nível da fraca atuação da equipe. Normal para a estreia, mas preocupante pelos agravantes do passado.

Não é de hoje que a equipe tem dificuldades na criação. No meio-campo, principalmente. Evander iniciou bem o jogo, se aproximando do ataque pelo meio, mas logo parou. Wellington mal foi visto. Wagner e Paulinho também. Nenê, apenas em cruzamentos. E Ríos? Mais uma vez desaguou…

Não demorou muito para Alfredo Sampaio, técnico banguense, notar a lentidão da rotação cruz-maltina e adiantar sua equipe. Principalmente após o gol de Rodinei, que abriu o placar após desatenção de Henrique e Wellington. Ricardo Graça e Luiz Gustavo, que antes faziam partidas seguras, passaram a ter dificuldades para iniciar as jogadas de trás. O segundo, após três erros consecutivos, acabou deixando o gramado para a entrada de Desábato.

E o rendimento, que já era ruim, ficou ainda pior no 2º tempo com as mudanças.

O campo era a única coisa que o torcedor vascaíno ainda tinha a esperança de ver bem estruturado em seu clube. Porém, além de impedido de assistir pessoalmente, quem acompanhou pela tv pôde notar que os problemas políticos e econômicos são sentidos e ouvidos no gramado. Ainda mais sob o silêncio fúnebre de São Januário.



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