Todo castigo para time preguiçoso é pouco



Vasco sofreu para empatar com o Barra Mansa (Foto: Paulo Sergio/LANCE!Press)

Vasco sofreu para empatar com o Barra Mansa (Foto: Paulo Sergio/LANCE!Press)

Tudo o que o Vasco não poderia fazer nesta quarta-feira, ele fez. Tudo que foi criticado desde o ano passado, todos os erros antigos e novos se resumiram em 90 minutos deprimentes de futebol em São Januário.

Pragmático, previsível, sonolento, sem vontade, descompromissado, desorganizado, sem talento… Poderia usar um texto inteiro, com adjetivos de A a Z, para classificar a atuação do time de Doriva contra o Barra Mansa. Se tivesse trocado de camisa com o adversário, ninguém notaria a diferença.

O Vasco fez um primeiro tempo arrogante, como se jogasse um jogo-treino e pudesse marcar a qualquer minuto. Era um tal de passe para um lado, para outro, para trás, como se cada jogador passasse a responsabilidade de jogar bola para o companheiro.

Parecia um jogo diferente, futebol não era, onde só quem estava com a bola podia se movimentar, todos os outros estavam de “figas”. As vezes até quem recebia virava ‘boneco de totó’ e apenas girava o corpo. E assim foi o time até o intervalo, jogando algo muito diferente do que a torcida havia ido assistir. Algo bem diferente de futebol.

Na teoria, o Vasco tinha três meias de criação e um centroavante de área. Na teoria. Pois foi na base do lançamento longo dos zagueiros – muitos errados – e nos cortes de Guiñazu e Serginho, que a equipe conseguia passar do meio de campo. E o quarteto se tornou um mero espectador da partida, com os volantes e laterais participando mais das jogadas, mas sem profundidade.

Com Rafael Silva e Julio dos Santos o time melhorou, e até chegou a levantar os pouco mais de 4 mil bravos torcedores que foram à Colina. À toa. O castigo demorou, mas veio logo quando o Cruz-Maltino crescia e dominava o jogo.

Tudo como manda o velho roteiro vascaíno e que trás de volta aquela sensação de que nada mudou. Não é necessário habilidade para correr. Não precisa ser craque para se esforçar. Certas coisas, basta querer. Quando quis, levou perigo. Mas como antes foi preguiçoso, acabou castigado. Merecidamente!

O Vasco pode ter um time inferior tecnicamente à muitos outros clubes do país, mas jamais pode ter uma equipe que é superada na vontade. E nós fomos. Hoje, ontem, ano passado, em 2013, 2012…

O gol de Rafael Silva salvou o time de uma vergonha maior. O gol anulado de Marcinho, da forma que foi, no fim da partida, serviu apenas para castigar ainda mais a preguiça vascaína em campo. Para variar, como tem sido ultimamente, com requintes de crueldade. Mas mereceu.

Uma pena, no fim, isso deixar mais chateado os torcedores que os jogadores, e prejudicar mais a imagem do clube que dos atletas.

Já passou da hora do Vasco mostrar ao que veio.

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