Toda loucura será abençoada



Rafael Vaz marcou contra o CRB e classificou o Vasco (Foto: Alex Carvalho/AGIF/Lancepress)

Vaz marcou contra o CRB e classificou o Vasco (Foto: Alex Carvalho/AGIF/Lancepress)

A loucura faz parte do futebol, tal qual a bola. É a chuteira que calça, e alça, esse esporte ao patamar que outros não chegam. O improviso, a loucura de quem executa, é a forma do garoto entender o jogo. Para o menino, principalmente o brasileiro, é território comum. E isso por diversas vezes foi, e ainda é, o seu diferencial.

Em algum lugar do universo, onde a crença de cada um se encontra, quem comanda o cosmos da bola sente quando algo muda. Como se alguém o cutucasse para avisar que deveria prestar atenção no que estava para acontecer. Quando se troca um atacante por um zagueiro, o mundo tende a conspirar contra. É assim que seu time sofre um gol aos 48 do segundo tempo. Por falta de loucura. Excesso de laqueadura.

Mas Rafael Vaz não é zagueiro, é um bilhete de loteria achado no bolso de uma calça velha. Algo que pode ser valioso, mas que andava esquecido, perdido. Uma aposta que, guardada, não vale nada. Só ganha quem arrisca, quem paga pra ver.

Jorginho arriscou, num esporte que cobra isso para manter sua alma. Há de se perder com um goleiro no campo adversário, mas jamais com seu atacante na quarta zaga. Entre números, esquemas e táticas, existe uma porcentagem que define a partida que é destinado à loucura, ao improvável. Esse aparece, quase sempre, nos minutos finais. Para que não achem acaso.

Não há loucura maior no futebol do que não querer vencer. Todos os outros devaneios recebem benção. Ainda que nem sempre vençam.

Se é para ser louco, que seja atacando mais um pouco.



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