Sugestões para o programa de sócios do Vasco



Propaganda atual do programa de sócios do Vasco (Foto: Divulgação/Vasco)

Propaganda atual do programa de sócios do Vasco (Foto: Divulgação/Vasco)

Enquanto algumas equipes conseguem aumentar suas receitas através do programa de sócios, o Vasco não atinge o crescimento que deveria. Mas por quê? Falta de torcida não é, já que somos uma das maiores do Brasil. O que falta então para o vascaíno se tornar sócio?

Conversando e lendo as opiniões de torcedores de vários cantos do país nas redes sociais e grupos de cruz-maltinos, notei que há três necessidades que precisam ser supridas: transparência na utilização da verba proveniente do programa, participação nas eleições do clube por parte dos sócios de fora do Rio de Janeiro e, obviamente, mais benefícios.

A grande questão do Vasco, ao meu modo de ver, é saber ganhar os torcedores de fora do Rio, que são muitos. Na página do Blog do Garone no Facebook (curta aqui), grande parte das curtidas vêm de Manaus, Brasília, São Luís, João Pessoa e Natal, por exemplo. Como fazer com que essa galera se associe?

Não sou um especialista no assunto, mas vou dar algumas sugestões sob a visão de um jornalista que há anos acompanha o clube. São somente ideias que, quem sabe, vistas pela diretoria, possam ser debatidas e ajustadas dentro de São Januário.

– CRIAR PONTOS DE VOTAÇÃO FORA DO ESTADO:

Durante as últimas eleições, muitos vascaínos justificaram que não são sócios exatamente por não poderem fazer valer o seu direito de eleitor nas urnas, já que moram longe do Rio e gastariam muito dinheiro para ir ao clube votar. Minha sugestão seria que cidades que atingissem a marca de 500 sócios votantes, por exemplo, recebessem um ponto de votação nas eleições futuras. Isso ajudaria na sensação de pertencimento dos torcedores, para sentirem que fazem parte do clube e que podem decidir o futuro do Vasco.

– TRANSPARÊNCIA NA UTILIZAÇÃO DA VERBA DO PROGRAMA:

O torcedor não quer apenas pagar, quer saber também para onde vai o dinheiro. E uma forma simples de ganhar essa confiança perdida, seria o clube informar  antes, discriminadamente, onde a verba será utilizada. Por exemplo: 30% para reforços, 30% para salários, 15% para esportes olímpicos, 15% para base e 10% para premiar os próprios sócios. Só um chute.

Além disso, um relatório – poderia ser anual -, com os detalhes dos gastos no período e também quanto foi arrecadado através da ajuda da torcida. Por exemplo: R$ 2 milhões para comprar o passe de tal jogador, R$ 300 mil reformando o parque aquático, e por aí vai. Todo ano o sócio receberia essa notificação do clube via carta, email ou de qualquer outra maneira. Poderiam ser notinhas no site.

Quando o Palmeiras contratou Dudu, o presidente Paulo Nobre fez questão de dizer que o reforço só havia chegado graças ao dinheiro do programa de sócios. E isso serviu de incentivo para o torcedor seguir contribuindo e se associando, pois ele sente que o dinheiro dele pode realmente ajudar o seu clube  de coração. E é isso que precisamos.

É importante esse diálogo entre Vasco e vascaínos para que se restabeleça a confiança e os sócios não tenham ‘medo’ de colocar o dinheiro no clube. Pelo contrário, que eles sintam realmente que aqueles reais tão suados estão sendo usados para algo bom.

– BRINDES, SORTEIOS E PROMOÇÕES:

‘Vou me virar sócio por quê? Não tem vantagem nenhuma!’. Não é bem assim que funciona. Não moro na cidade do Rio de Janeiro, não posso ir em todo jogo e mesmo assim, no molde atual, consigo tirar proveito de ser sócio, muito por ter me cadastrado no Movimento Por Um Futebol Melhor, é verdade.

Cinco caixinhas de gelada que compro no mercado e já resgatei o dinheiro da mensalidade. E não é só cerveja, tem diversos produtos que você ganha desconto. Dá para sair no lucro. Mas queremos sempre mais, certo?

Não dá para o cara pagar R$ 240 por ano – R$ 20 por mês –  e querer ganhar uma camisa do Vasco nova toda temporada. É praticamente o mesmo valor. Aí você não está ajudando o clube, tá só parcelando a compra. Não dá para pensar desse jeito, assim é melhor nem ser sócio mesmo.

Mas acredito que o clube pode e deva fazer mais. Minha ideia seria algo escalonado. Por exemplo, depois de seis meses ganhar uma caneca ou um boneco mascote. Com um ano ganha uma camisa casual básica. Dois anos e o torcedor ganha uma camisa de treino e assim vai. Como se fosse um resgate de parte do dinheiro investido, 10% talvez. Enfim, aí fica para os especialistas.

No meio disso, pequenos sorteios mensais de chaveiros, abridores de garrafa, agenda… Não pelo valor material, mas não seria legal você estar em casa e receber um presente, ainda que simbólico, do clube do seu coração, com uma carta agradecendo por contribuir com ele?!

É isso que traz o sentimento de pertencimento que falei no início do texto. É o Vasco chegar no torcedor lá do Piauí através de uma medalinha com a Cruz de Malta e uma nota parabenizando por ajudar o clube. Quem não gostaria?

E minha última sugestão seria que, aproveitando esse ranking de sócios por cidades, pegassem as cinco localidades com mais sócios fora do Rio e sorteassem dez de cada município – com pelo menos um ano de contribuição – para virem à São Januário conhecer o estádio e assistir ao Vasco jogar. Poderia ser um amistoso de início de temporada ou algo assim.

Esse poderia ser o grande carro-chefe para angariar novos sócios fora do Rio de Janeiro: “Vire sócio do Vasco e concorra à uma viagem ao Rio para ver o Gigante jogando no Caldeirão!”. Por que não? Ainda abriria uma boa disputa entre os vascaínos de todos o Brasil que lutariam para que sua cidade ficasse no TOP 5.

Bom, são apenas algumas ideias. E você também pode contribuir – intelectualmente, não financeiramente (rs) – para este post. Deixa sua ideia nos comentários. Vai que resolvem pôr em prática…

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