Sob o bigode de Valdir



Valdir comandou o Vasco contra o Botafogo (foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Valdir comandou o Vasco contra o Botafogo (foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Se o Vasco tem um rosto, é o de Valdir. Nome de vascaíno, bigode de português, simplicidade de artilheiro e postura de ídolo. Sempre. Pra sempre.

Se a vida fosse um grande ato de esteriótipos, me atrevo a dizer que todo cruz-maltino nasceria com uma pelugem abaixo do nariz. Como uma marca de nascença, registrada em cartório para que não houvesse risco de alteração.

Bigode foi humilde ao dizer que não é um grande treinador. E preciso ao completar com “ainda”. Será. Assim como foi um excelente jogador. Não por ser o mais rápido, o mais forte ou o mais habilidoso. Mas por ser obstinado, voluntarioso e focado. Correto. Se assim continuar, chegará onde quer.

Valdir é o 10º maior artilheiro da história do Vasco. Se for um décimo como treinador do que foi em campo, em breve mudará seu discurso inicial.

Cobrar que o time tivesse sua cara contra o Botafogo, após 2 dias de trabalho, seria incoerente. Não se torna um campeão em dias. E Valdir é desses que carrega uma faixa pós-título como alguém que embala seu 5º bebê. Com naturalidade.

À beira do gramado, mostrou a impaciência de um atacante que vê a bola tocar na trave e sair. Mesmo com quase todas tendo passado longe. Valdir tem a inquietação dos campeões, algo que vinha faltando a Cristóvão Borges. De alguma forma, isso mexeu com a equipe.

O Vasco ainda errou demais contra o Botafogo. A diferença é que, desta vez, o treinador demonstrou, para jogadores e torcida, um incômodo com isso. A passividade de Cristóvão frente aos erros incomodava. Principalmente as arquibancadas.

Ainda que desorganizado – principalmente sem a posse de bola – em muitos momentos, o Vasco foi mexido pelos balanços de Bigode na lateral. Foi uma espécie de detox orquestrado para tirar a morosidade do elenco. E que agora ficará a cargo de Milton Mendes.

Valdir deu a primeira sacudida no elenco vascaíno, mas as falhas defensivas no meio-campo seguiram. Os meias abertos deixaram o centro exposto – Bruno Silva e Aírton atuaram com total liberdade. É preciso mudar essa estrutura.

Organização requer mais que apenas atitude. Milton, espera-se, terá tempo para consertar isso.

Já Valdir, seguirá como reserva. Daqueles que aguardam sedentos por uma oportunidade de marcar e se firmar. E isso ele conhece bem…



  • Percy

    devia ser mantido como treinador

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