Saída de Rafael Vaz abre lacuna no Vasco, mas jogador é substituível



Rafael Vaz marcou contra o CRB e classificou o Vasco (Foto: Alex Carvalho/AGIF/Lancepress)

Rafael Vaz marcou contra o CRB e classificou o Vasco (Foto: Alex Carvalho/AGIF/Lancepress)

Os gols recentes de Rafael Vaz pelo Vasco elevaram o zagueiro da condição de dispensável, como era até bem pouco tempo, a essencial para o elenco. Há um ano, o defensor sequer treinava com o grupo, hoje, muitos torcedores lamentam sua saída. A verdade é que o jogador está entre os dois extremos: nem tão herói, nem tão vilão. Isso na balança final. Pois, em campo, viveu sempre no limite entre amor e ódio com a arquibancada.

Com a saída do atleta, Jorginho perde mais uma referência ofensiva do que defensiva. Zagueiro artilheiro, Vaz se destacou nos três anos de clube mais pela facilidade em bater na bola e se posicionar na área ofensiva do que na parte defensiva, sua obrigação primordial. Vasco sentirá mais falta de seus gols do que dos desarmes.

Jomar, com quem forma – ou formava – a dupla de zaga reserva, por exemplo, fez 15 desarmes em quatro jogos no Brasileiro de 2015, segundo dados do Footstats. Vaz conseguiu apenas quatro em nove rodadas. Em contrapartida, marcou um gol e finalizou certo quatro vezes. Jomar deu apenas um chute no alvo e não balançou as redes. Números que mostram as diferentes características de jogadores da mesma posição.

O Vasco sentirá falta de um zagueiro que sabe fazer gols. Qualquer atleta com qualidades de finalização, em qualquer posição, faz falta mas é substituível. Cabe ao clube conseguir um atacante que faça isso, não outro defensor. Este deve vir pela qualidade na defesa. Gol, neste caso, é bônus.

Vaz pode ser importante em outro clube, receber um salário superior e ter mais chances, que não teria com Rodrigo e Luan de titulares. Para o Vasco, investir mais de 100 mil mensais num zagueiro que será reserva durante todo o ano seria exagero. Em outro time, que carece de jogadores para a posição, talvez valha. É uma questão de necessidade. Nesta posição, o clube precisa menos. Outros, mais.

Ficar seria o ideal para os dois. Vaz vivia seu melhor momento, com estrela, moral com o técnico e em alta com a torcida. Mas o Vasco também não poderia oferecer mais do que foi ofertado – cerca de 100 mil, segundo notícias. Pesa sobre o elenco o fato de perder mais um companheiro – Riascos já havia saído -, querendo ou não, muda o clima. Mexe num dos pontos mais fortes do grupo: a união. Essa talvez seja a grande tarefa de Jorginho nos próximos dias.

Achar um zagueiro seguro que atue pela esquerda será necessário. Que não seja goleador, mas que seja mais ‘zagueiro-zagueiro’. Apostar em nomes pouco conhecidos, de times pequenos, costumam dar certo. Ainda mais para ficar no banco. Mas na lista de prioridades, a vinda de um centroavante tem que estar na frente. Para suprir a falta de um camisa 9, agora, que seja com um atacante de ofício e não mais no improviso.

Rafael Vaz foi importante para o Vasco nos últimos dois meses. Se tivesse tido ao menos metade desta estrela nos outros 34 em que atuou pelo clube, talvez o desfecho da história fosse diferente. Porém, as últimas atuações ao menos deixaram marcas positivas de sua passagem pela Colina. Que fique a lembrança dos momentos finais. Sem rancor, com boas memórias, vida que segue para os dois.



  • Cleber Aguiar

    belo texto!

  • Luiz Claudio Junior

    Concordo PLENAMENTE com cada palavra!!!

    Agora é hora de observar a base, talvez testar mais o Aislan, pra entender o motivo de sua renovação, ou quem sabe trazer um zagueiro como descrito no texto… Matheus, do Londrina por exemplo. Jovem, canhoto e me parece promissor!

    Ótimo blog André, acabei de favoritar!

  • Rogerio Silva

    Pois é, o que causa espanto é ele sair do vasco que tá bem na foto mesmo na segunda divisão e ir tomar no C#$ lá no fLacassado…fico imaginando o tipo de pessoas que trabalham com esse rapaz…

  • Rogerio Silva

    Espero que o Jomar aproveite essa oportunidade…porque o cara já está no grupo faz tempo e o jorginho parece acreditar nele, ja deu algumas chances mas creio que seja a hora de dar mais oportunidades ainda.

  • Marco Aurélio Amaral

    Concordo com tudo que foi escrito… o Vaz estava em um bom momento, ajudou o Vasco fazendo o gol do bicampeonato carioca, fez o gol que levou o Vascão a terceira fase da Copa do Brasil, mas, daí querer ganhar mais de 100 mil de salário já é de mais para um zagueiro que é reserva. A diretoria fez certo em renovar, não dá pra querer inflacionar a Folha de pagamento em uma aposta que lá na frente pode não mais dar certo, vida que segue e ele que siga o caminho dele….as vezes na ânsia de querer ganhar mais, acaba se dando mal e depois fica mendigando pra voltar.

  • Norberto Freund

    Desculpa , mas o pano de fundo não é esse; o Vaz vai embora em função das relações pouco amistosas entre o Eurico e do Reinaldo Pitta.
    Ao lado das suas inequívocas qualidades Eurico é turrão , e decididamente não sabe lidar com suas antipatias o acaba custando ao Vasco perdas.
    No caso do Vaz menos como zagueiro, mais como referência para a falta de gols dos que deveriam estar fazendo seu papel ofensivamente.
    E indubitavelmente na força da união do grupo. Acho que o dinheiro pesou menos do que o alegado

  • Carlos Geovanni

    Povo o vaz nunca foi zagueiro asim como o felipe se achou no meio campo o vaz seria um otimo volante , tem muito boa saida de bola e visão de jogo e chega bem ao gol. , Não tem agilidade para zagueiro é meio lento e no mano a mano perde todas.

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