A saída de Douglas Luiz do Vasco



Douglas Luiz foi negociado com o Manchester City (Foto: Paulo Sérgio/Lancepress)

Douglas Luiz foi negociado com o Manchester City (Foto: Paulo Sérgio/Lancepress)

Era questão de tempo a saída de Douglas Luiz do Vasco. Mas foi rápida demais – se confirmada sua venda ao Manchester City.

E na pior hora possível: após perder o clássico para o Flamengo e ficar sem o seu maior reforço na temporada, São Januário. Agora, também fica sem o jogador de onde mais se esperava algo, fosse pela qualidade ou pela juventude.

No atual elenco vascaíno, é o único que reúne as duas qualidades.

Era.

Douglas foi a única boa notícia do Vasco em 2016. Possivelmente, a maior revelação do clube desde Philippe Coutinho – mas isso só o tempo dirá.

Ao contrário do atual camisa 10 do Liverpool, entretanto, deixa São Januário já estabelecido entre os profissionais, como destaque na categoria principal e não apenas como promessa da base.

Coutinho foi – mal – vendido aos 16 anos, para a Inter de Milão, antes de estrear em cima. Era uma aposta. DG se despede do Vasco quando caminhava para ser eleito uma das revelações do Brasileirão – apesar da queda de rendimento nos últimos jogos -, o que o valorizaria ainda mais.

O fato de ser a maior venda da história do Cruz-Maltino, se confirmados os valores e o acerto com os ingleses, não faz da transação um excelente negócio – financeiramente, bom -, apenas mostra o tamanho da dificuldade que o clube tem em vender suas revelações por bons valores.

O pior, entretanto, é que dificilmente terá uma reposição à altura. Esse dinheiro não será revertido em grandes contratações, mas sim para tampar os buracos deixados durante todo o ano. Assim como foi com Luan.

O Vasco vendeu o zagueiro para o Palmeiras e repôs com atletas que chegam apenas por empréstimo (Breno e Paulão). Bruno Paulista talvez seja o substituto natural de Douglas, mas também chega com contrato curto, assim como a maioria dos reforços anunciados nesta temporada.

Aparentemente, o clube troca três anos com suas pratas da casa em campo por um elenco inchado e caro até o fim da temporada, se tornando um time com data de validade curta – em vários sentidos – e em eterna construção.

Em São Januário não se vende para investir, mas sim para pagar o que já foi gasto – ou será até o fim do ano. O planejamento – chamem como quiser -, ao que aparenta, é sobreviver até dezembro, desportivamente e financeiramente.

Financeiramente é um bom reforço para o clube, que sofre para acertar suas despesas. Tecnicamente, porém, pode comprometer ainda mais um ano que já apontava ser de dificuldades para a equipe, exatamente pelos dois setores não estarem ligados.

A verdade é que, no Vasco, uma boa venda não é sinônimo de grandes investimentos no futebol. Portanto, ao torcedor, resta apenas a dor da perda.

Ao treinador, mais um buraco para ser preenchido.



  • claudinei

    Nada bom! Nada bom! Acho que a melhor solução para o Vasco é a união. Sei que isso é utópico, mas seria melhor todos se unirem. O grande problema é o Eurico concordar com isso.

  • Paulo Wagner

    Financeiramente, a venda foi fraca. Basta ver que, no mesmo dia, o Palmeiras anunciou a venda de um completo desconhecido do Sub-20 pelo mesmo valor da venda do Douglas. É compreensível quando o clube precisa vender o almoço para pagar a janta. Incompreensível é como chegou a esse ponto.
    Nos últimos anos o Vasco virou fonte de mão-de-obra barata para times europeus e até brasileiros, vide as saídas de Dedé e Luan, além de uma penca que saiu por falta de pagamento na gestão do Roberto. Fernando Prass, por exemplo. Lamentável!
    Agora, é remontar o time, o que é feito 365 dias no ano com os resultados que todos conhecemos, lutar por São Januário e rezar para que a Série B não volte a assombrar o Vasco.

  • Luiz Eduardo Vaz

    Perdemos os dois melhores jogadores que tínhamos…São januário e o DG…rumo ao Z4…

  • Dennis Cunha

    Torcedor Vascaino, abram os olhos para o que esse senhor que esta na presidência do nosso Vasco está fazendo. Trazendo jogadores emprestados com pouco tempo de contrato, pois caso ele não vença as eleições em novembro (torço para que não vença), deixará o Vasco sem um time para o ano que vem. Vendeu o Douglas por esse preço, para não deixar uma forma de montar um time ano que vem, pois como o Garone falou se DG for vendido ano que vem o valor seria muito mais alto com certeza. Tenho medo que ele continue se livrando dos nossos jogadores da base, pois se repararem quase todos já são do Carlos Leite. SV

    • Ailton Ferreira

      Rapaz, agora fiquei ainda mais preocupado, faz todo o sentido isso ae que vc falou.
      Ai ele perde a eleição e deixa o clube destroçado pro ano que vem, pra depois vir falando que a salvação vai ser o filho dele de presidente.

    • Paulo Wagner

      Se ele está fazendo isso, é muito burro! Vai que ele ganha as eleições? Vai fazer como? Pegar o rebotalho que os empresários costumam mandar para o Vasco? Como o Edmundo falou, os bons vão para outros times; as porcarias vêm para o Vasco, a peso de ouro. Acho que a diretoria do Vasco faria bem em aprender com o Botafogo a como montar um bom time sem dinheiro.

  • Luciano Silva

    Como pode ter gente que ainda defende a administração do Eurico . Mesmo vendendo barato , porém se essa grana fosse revertida 100% para ajudar na construção de um CT de verdade ou ajudasse na modernização e ampliação de São Januário até ficaríamos menos zangados , mas bate o dinheiro na conta , a metade vai para o sócio do Eurico o tal de Carlos Leite (alguém acha que os 20 milhões que ele emprestou não tem juros?) e o resto vai para pagar atrasados ou some . Que novembro chegue logo …

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