Roth precisa definir o esquema do Vasco



Dagoberto e Herrera jogaram contra o Grêmio (Foto: LANCE!Press)

Dagoberto e Herrera jogaram contra o Grêmio (Foto: LANCE!Press)

A cada jogo uma nova formação, um novo esquema e novos jogadores. Tudo muda no Vasco, menos a forma simplória como é derrotado. Mudar, nem sempre é para melhor. Num esporte onde o sincronismo e o entrosamento são fundamentais, não ter um padrão de jogo é muito prejudicial.

É compreensível que reforços sejam colocados, opções sejam testadas, mas é necessário, urgentemente, que Celso Roth defina ao menos o estilo de jogo. Não dá para jogar na quarta com três volantes, descansar na quinta, fazer um treino na sexta e lançar três atacantes no sábado sem esperar que a equipe sinta.

A linha de quatro homens no meio-campo, adotada em seus dois primeiros jogos, quando colocou o time em campo no 4-4-2, foi a única que deu resultados – duas vitórias – mas foi descartada. Desde então vem perdendo e fazendo mexidas.

Num dia Julio César é meia, no outro lateral. Num jogo Riascos é centroavante, em outro joga aberto. Numa partida temos uma linha de quatro e laterais que sobem menos, depois o meio se abre, a linha é desfeita, e Madson e Christianno viram alas. Alterações que, além de não surtirem efeito, confundem mais o próprio time que o adversário. Principalmente defensivamente, onde não é permitido improvisos e erros.

Roth precisa definir o que quer desse Vasco, como quer vê-lo jogando, para aí sim definir as peças que serão utilizadas. Enquanto isso não for feito, seguirá tendo dificuldades para encaixar o time e reencontrar as vitórias.

Seja no 4-2-3-1, no 4-4-1, ou qualquer outra combinação de números que somados dê 10, o time precisa de um padrão para evoluir dentro dele. Começar do zero duas vezes por semana é andar para trás sempre.

Enquanto isso não ocorre, sai de campo a variação tática e entra o desespero.



MaisRecentes

Artilheiro, Maxi López assume também o posto de garçom no Vasco



Continue Lendo

Thiago Galhardo ultrapassa Wagner e Andrey no Troféu Ademir Menezes



Continue Lendo

O indefensável



Continue Lendo