Roth precisa corrigir a ‘bipolaridade’ do Vasco



Jogadores comemoram um dos gols de Riascos (Foto: Olimpio Neto/Eleven)

Jogadores comemoram um dos gols de Riascos (Foto: Olimpio Neto/Eleven)

Tinha tudo para ser um fim de quarta-feira tranquilo para o Vasco. Quem sabe até um jogo para golear e fazer as pazes com as redes. E, até o intervalo da partida, era isso que se desenhava.

Um time bem armado, com quatro homens em  linha no meio, e que saia em velocidade com Riascos e Jhon Cley. Anderson Salles, atrás do quarteto, fazia uma marcação quase que individual em cima de Cascata e matava a armação do América-RN. Foram 45 minutos de um bom futebol vascaíno, sem sustos e organizado.

Porém, como de costume, a equipe foi incapaz de manter o ritmo e, principalmente, a concentração. Seja por falta de atenção ou por mau preparo físico, o time parou na etapa final e botou o clube potiguar de volta na partida. É um enredo já conhecido em São Januário: quando o jogo fica fácil, rapidamente alguém arruma um jeito de complicar.

O pênalti infantil de Jordi – que vinha de boas atuações – causou uma pane no Vasco. De repente, toda tranquilidade que o grupo vinha tendo virou desespero, chutões, botes errados e arrancadas para o nada. Era como se alguém tivesse virado o disco vascaíno e o lado B trouxesse à luz sua face mais sombria.

Roth precisa consertar esse desejo quase autodestrutivo da equipe, que se perde no primeiro sinal de problema. O emocional não fala alto no time quando algo dá errado, ele berra! E a equipe sente.

Era dia para o torcedor vascaíno dormir tranquilo, pensando se o atacante colombiano merece ou não uma chance entre os titulares. Mas a vacilada no fim trouxe, novamente, um ar de desconfiança que podia ter sido evitado.

O Vasco ainda é inconstante, bipolar, e incapaz de apresentar 90 minutos de um futebol seguro. Atrapalhou a sua própria noite que poderia ter sido de gala, ainda que tenha vencido. Foi bom, no ponto de vista do resultado, mas poderia ter sido melhor.

E nem precisava ter feito nada de diferente, apenas repetido a atuação segura do primeiro tempo. Talvez isso seja o que mais incomode o torcedor, a falta de capacidade em repetir o que já fez em alguns momentos. Se não é um futebol bonito de se ver, ao menos é eficiente e constante.

É hora do time aprender a vencer sem sustos.



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