Ronaldinho Gaúcho, o ‘parente certo’ de Messi



Ronaldinho pode ser a referência que falta ao Vasco (Foto: AFP)

Ronaldinho pode ser a referência que falta ao Vasco (Foto: AFP)

Ronaldinho Gaúcho versão 2015 não é mais o R10 que encantou o mundo por tantos anos. Mas ainda é Ronaldinho. No nome, no peso que carrega, no respeito que impõe e no poder de decidir um jogo em apenas um lance. Ainda que hoje se esconda mais do que apareça, quando surge brilha.

Mais vale um toque de genialidade de Ronaldinho do que 100 passes laterais de qualquer meia que hoje ousa passear pelos gramados com a camisa do Vasco. Não engraxam a chuteira de Gaúcho. E isso não é demérito nenhum, estamos falando de um dos maiores de todos os tempos.

Não se pode esperar a magia que apresentou com as camisa de PSG, Barcelona, Seleção e Milan, mas achar que por isso já não presta mais para o futebol é um erro. Não dá mais para jogar em alto nível na Europa, não dá para cravar que será artilheiro do Brasileirão, jogar todos as partidas, ser o craque do campeonato, mas também não se pode esquecer que há menos de dois anos ele estava levando o Atlético-MG ao inédito título da Libertadores.

O Galo não era só Ronaldinho, eu sei. Mas era também dele.

Cobra-se dos craques que sejam eternos, que sejam sempre geniais, mas isso é impossível. O tempo pesa para todos, inclusive para os imortais. Porém, é preferível uma lenda em fim de carreira do que qualquer caneludo em início.

Ronaldinho já não tem a constância, a alegria e o ímpeto que tinha nos tempos de Barça, mas ainda é capaz de fazer a diferença. Num futebol tão nivelado – por baixo – e chato, voltar a ter R10 em gramados brasileiros deveria ser motivo de comemoração para todos. Ganha quem gosta do espetáculo.

No par ou ímpar, quem você escolheria: Jhon Cley, Emanuel Biancucchi, Julio dos Santos ou Ronaldinho Gaúcho? Acredito que não há dúvidas. Vale quanto custa? Isso só o tempo dirá. Só o fato de podermos vir a ter um dos maiores jogadores de todos os tempos vestindo camisa do Vasco já deveria ser motivo de alegria e esperança para os torcedores.

Prefiro ter a oportunidade de sentar com minha filha em São Januário esperando ver um lance de genialidade do ‘Rei do Drible’ e dizer: ‘Esse aí já foi o maior do mundo’, do que ir com a frágil esperança de ganhar por 1 a 0, numa bola levantada ou um gol de pênalti. Ou pior, torcendo para não tomar de três.

Só o craque é capaz hoje de fazer o vascaíno levantar do sofá e ir ao estádio. Coçar o bolso e pagar 200 pratas numa camisa do clube. Ou melhor, virar sócio-torcedor. Ronaldinho é mais que só campo, mas ainda também é bola. Talvez o único ao alcance do Vasco que possa trazer esse ‘pacote completo’. Qual outro nome no mercado com tanta força? Sinceramente, não vejo.

Por uma semana, Pelé vestiu a camisa cruz-maltina. Por um dia, Zico e Garrincha também a defenderam. Por um ano, Tostão jogou com ela. Por várias temporadas, Vavá, Ademir, Roberto Dinamite, Bebeto, Geovani, Romário, Edmundo, Juninho Pernambucano e tantos outros a honraram. Por que não seis meses de Ronaldinho Gaúcho?

O Vasco já trouxe o primo de Messi, chegou a hora de trazer o ‘padrinho’.



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