Rodrigo, o anti-herói



Rodrigo fez o gol da vitória sobre o Bragantino (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Rodrigo fez o gol da vitória sobre o Bragantino (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Não deve ser fácil virar para o pai, ainda moleque, e anunciar que quer ser zagueiro. É uma informação tão importante para o patriarca quanto falar que não vai seguir a tradição da família, que vestirá outra camisa nos estádios da vida. Dói como um pisão de trava. Todos sonham em ver o pequeno com a 11 às costas. Ou outro número mais próximo.

Assume-se, a partir daquele momento, que viverá entre amor e ódio, não importa quão bom você seja. E nenhum pai quer tal responsabilidade para o filho. Ser artilheiro lhe traria mais paz, mas isso nem sempre é capaz.

Ciente que nunca seria um herói tradicional, como dos gibis, Rodrigo assumiu o papel de ‘anti’. Faz questão de viver no limite entre vaias e idolatria. E parece gostar disso. Paquera com um lado, enquanto pede o outro em casamento. Cai na hora de ficar em pé e voa na hora de definir. Não deixa nunca que um dos dois sentimentos seja completo.

Contra o Bragantino, fez questão de rabiscar o velho roteiro novamente. Deu o corpo para bater, junto com a cara. Sofreu os dois golpes e virou vilão, apesar da braçadeira de capitão. Faixa que usa sem a consistência que deveria ter, mas com o espírito que por vezes exagera em querer parecer. Peca sempre pelos extremos. Assim como acerta.

Rodrigo jamais será uma unanimidade dentro de São Januário. Mas é inegável seu talento para dar emoções aos jogos. Para o bem e para o mal. Se porta ora com louco, em busca de uma batalha que justifique suas sandices. Ora como um tolo, apaixonado, que faz de cada rodada a sua própria guerra.

Mesmo em dias que eram para ser de paz…



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