Ramon Menezes, o ‘ídolo esquecido’



Ramon marcou quase 100 gols pelo Vasco (Foto: Marcio Rodrigues)

Ramon marcou quase 100 gols pelo Vasco (Foto: Marcio Rodrigues)

Ramon foi titular nas conquistas do Brasileiro de 97 e da Libertadores de 98 – perdeu a posição apenas nas finais. Marcou mais gols pelo Vasco que Juninho Pernambucano, Geovani, Sorato, Luizão e Bebeto. Disputou mais jogos com a camisa cruz-maltina do que Donizete, Edmundo, Pedrinho e tantos outros.

Ainda assim, não é considerado um ídolo por grande parte da torcida.

Pouco se ouve falar no nome de Ramon, que completou 43 nesta terça-feira, quando as conquistas do final da década de 90 são lembradas. Em meio a tantos craques e ídolos, ele parece ter sido ‘esquecido’. Às vezes tratado como coadjuvante, por diversas oportunidades foi decisivo.

Ramon foi mais do que apenas mais um.

Talvez lhe fate o carisma ou a identificação que estes outros possuem. Ou talvez não tenha tido o seu jogo memorável ou marcado um gol histórico, mas seus números pelo Gigante merecem um pouco mais de respeito e memória.

Foram 270 jogos e 96 gols marcados nas três passagens pela Colina. Serviu Evair e foi servido por Juninho. Deu passes para Edmundo quebrar recordes e aproveitou belos cruzamentos de Pedrinho para definir jogos.

Ramon é mais que uma memória distante, fez parte da construção de uma história que será sempre presente.

Suas comemorações com os braços abertos e o rosto fechado, mostravam bem o que era o jogador: um cara mais profissional do que passional. Ramon nunca precisou beijar a camisa, mas a honrou como poucos.

Nos seus 43 anos de vida, em seis serviu ao Vasco. E muito bem.

Parabéns, ainda que atrasado, ídolo.



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