Queixada



Ademir marcou 301 gols pelo Vasco (Foto: Reprodução)

Ademir marcou 301 gols pelo Vasco (Foto: Reprodução)

A primeira imagem que tenho de Ademir é desenhada. O queixo volumoso como se fosse caricatura e um bigode quase imperceptível, como se o telhado fosse mais curto que a varanda e, portanto, um mero adereço.

Não vi Ademir pelos meus olhos, mas pelos de meu avô. Que ouvia mais do que via, e sentia mais do que demonstrava. Todavia, amava.

Me restou guardar os recortes antigos, com Queixada destacado como o ‘Crack da Semana’. Meu avô dizia que a única forma de pará-lo era estampando seu rosto no jornal. Só ali era imóvel. Fora, tudo era movimento. E contínuo. O ‘Animal Original’, ele dizia.

“Sou um homem dominado pelo coração. E meu coração é dominado pelo Vasco”, disse certa vez. Há 20 anos, porém, esse coração parou. O domínio agora é da alma. O que antes foi da bola.

Não se faz mais Ademir. Nem Ipojucan, Sabará, Pinga, Vavá ou Almir. Nem Zizinho e Jair. Muitas queixas e poucos queixos. O eixo agora é outro.

Sorte a nossa que os craques são eternos. Ademir é.

* Ademir Menezes faleceu no dia 11 de maio de 1996

ademir



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