A queda de rendimento do Vasco



Nenê perdeu pênalti após cinco anos (Foto: Wagner Meier/Lancepress)

Nenê perdeu pênalti após cinco anos (Foto: Wagner Meier/Lancepress)

Duas vitórias magras por 1 a 0 – sobre Boavista e Botafogo -, dois empates em 1 a 1 – com Flamengo e Volta Redonda -, a manutenção da invencibilidade, mas um sinal de alerta para a queda de rendimento da equipe. O Vasco segue sem perder, mas as atuações inconsistentes, exatamente no momento em que o campeonato se aproxima de seu fim, deixaram o torcedor com um pé atrás. E os números detalham bem essa queda de rendimento.

Sem Riascos – voltando de lesão – entre os titulares e Nenê não tendo o mesmo desempenho, o Cruz-Maltino sofreu para acertar o alvo. Nas quatro últimas rodadas, o ataque vascaíno teve uma queda brusca de produção e aproveitamento nas finalizações. Foram apenas quatro chutes no alvo contra o Boavista, três nos clássicos com Botafogo e Flamengo, e apenas dois contra o Volta Redonda. Um gol em cada partida. Os piores resultados ofensivos do time no Estadual, como mostra o gráfico do Footstats.

finalizações do Vasco no Carioca
Pior do que a falta de pontaria nos últimos jogos, talvez tenha sido o espaço dado na defesa. Nunca neste Estadual Martin Silva trabalhou tanto quanto nos últimos confrontos. A equipe vinha fazendo uma marcação mais à frente, pressionando a saída de bola dos adversários. Porém, nos últimos duelos, os jogadores não mostraram a mesma obediência tática e pegada. Não à toa houve uma queda também nos números de desarmes, mesmo enfrentando rivais que ficam mais com a bola, como são os casos de Botafogo e Flamengo. Contra o Rubro-Negro, aliás, teve o seu segundo pior desempenho neste fundamento no Carioca, conseguindo apenas dez roubadas de bola.

desarmes vasco carioca

O esquema tático é o mesmo. As peças, com exceção dos desfalques de Julio dos Santos e Jorge Henrique contra o Volta Redonda, também. Então, o que mudou no Vasco? Sem grandes alterações, não restam muitas explicações além de cansaço físico e mudança de postura.

Seja qual for o problema, Jorginho terá que achar uma solução para fazer o time reencontrar o equilíbrio que vinha tendo, caso queira chegar ao bicampeonato carioca. Invicto ou não.



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