‘Projeto Roth-Vasco’: um erro que saiu caro para os dois lados



Eurico manteve Roth no cargo (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Eurico manteve Roth no cargo (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

A torcida não queria Celso Roth de volta ao Vasco. Em 2010, o treinador havia abandonado o clube, após um mês de trabalho, para dirigir o Internacional, finalista da Libertadores. Uma opção, como já disse aqui em outra oportunidade, legalmente viável, mas moralmente questionável.

‘Nom omne quod licet honestum est’. Nem tudo que é legal é honesto.

Ainda assim, Eurico bancou sua chegada após a saída de Doriva e anunciou: ‘não contrato para a torcida’. Dito isso, a escolha não poderia ter sido melhor. Não agradou mesmo. Por mais que o time precisasse de um fato novo para acordar na competição – ainda não havia vencido -, não era Roth a solução. Não a longo prazo.

Nem mesmo as duas vitórias seguidas no Brasileiro – sobre Flamengo e Avaí -, mudaram o pensamento dos cruz-maltinos sobre o técnico. Todos sabiam que uma hora as coisas iriam desandar, e foi o que aconteceu.

Falta de padrão de jogo, demora para definir o time, críticas públicas aos atletas, mudança no clima geral do grupo, goleadas em sequência, falta de gols, baixo rendimento geral… Muitos pontos negativos para quem está a menos de dois meses em São Januário.

Agora, com o time na última colocação do campeonato e a torcida enfurecida pelos últimos resultados e atuações, nada justificava a permanência do técnico, além de pura teimosia. Roth nunca esteve tão em baixa. O Vasco idem. E Eurico preferiu ver os dois afundando juntos do que ‘queimar’ apenas um. Só para não dar o braço a torcer.

Por mais que haja a possibilidade de Celso cair no fim de semana, fica a dúvida: é melhor a equipe perder para enfim haver uma mudança no comando ou ganhar para dar uma última respirada antes do 2º turno, porém, correndo o risco dessa sobrevida causar mais danos nas rodadas seguintes? Um bem a curto prazo com possíveis consequências negativas no futuro ou o contrário?

Qualquer que seja a sua resposta, haverá prejuízo em algum ponto, agora ou depois. Não há mais ação sem danos, tamanho é o atraso atual do time em relação aos concorrentes.

Nem Vasco e nem Roth sairão desta relação, traçada pela velha mania de ser do contra, em alta. O erro já foi cometido, resta agora apenas tentar ameniza-lo. Mas para isso, é necessário colocar um ponto final. Quanto maior a demora, maior o prejuízo para ambos.

No fim, os dois precisarão se renovar e se reerguer. Que seja o quanto antes…



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