Primeiras impressões sobre o Vasco 2017



Nenê e Rodrigo marcaram os gols do Vasco (Foto: Divulgação)

Nenê e Rodrigo marcaram os gols do Vasco (Foto: Divulgação)

O que se espera do 1º dia de aula, além de encontrar velhos amigos e ter uma tarde aprazível? Nada. Não tem teste surpresa, no máximo uma redação sobre as férias. Assim foi o Vasco em sua estreia no ano – vitória de 2 a 1 sobre o Barcelona-EQU -, um aluno tentando se readaptar ao velho ambiente, meio perdido na nova sala, buscando um novo espaço, mas com boas novidades. E era de se esperar que fosse assim.

Ainda não é o Vasco de 2017. Dos ‘quatro ou cinco’ reforços pretendidos pelo clube, segundo Eurico Brandão, vice-presidente de futebol, apenas dois chegaram: Muriqui e Escudero. Faltam, talvez, três. Luis Fabiano e Wagner podem ser dois destes. Uma diferença e tanto para o atual elenco. Portanto, é difícil afirmar que será este o time. Espera-se que seja melhor. Mas foi bem.

Mais do que fazer um bom jogo, o time, agora comandado por Cristóvão Borges, precisava mostrar uma nova configuração, ainda que com pouquíssimo tempo de trabalho. E conseguiu. A entrada de Evander como volante, que parecia, no papel, um erro, mostrou que pode dar liga. Apesar da dificuldade natural pela mudança de posição, e até de suas caraterísticas, por ter um futebol mais cadenciado do que brigador, o garoto foi um dos melhores – se não o melhor – em campo.

A ideia de atuar com dois ‘volantes’ – muitas vezes meias recuados – de bom passe é uma das ‘assinaturas’ de Cristóvão, que chegou a ter, no Fluminense, um meio com Jean, Cícero, Conca e Wagner – o mesmo que pode acertar com o Cruz-Maltino. No Corinthians, recentemente, foi o responsável pela entrada de Camacho, outro ‘ex-meia’, no time titular, fazendo a mesma função.

Os lançamentos defesa-ataque ainda foram excessivos. A falta de ritmo e de entrosamento, principalmente dos estreantes, foi nítida. Os erros de posicionamento defensivos foram muitos. Mas tudo isso é natural no momento em que a temporada se encontra.

Muriqui e Escudero, foram discretos, como todo garoto novo na turma. Porém, Guilherme Costa – principalmente – e Eder Luis conseguiram jogadas mais contundentes. Livre para flutuar e com companheiros para dividir a criação, Nenê voltou a ter uma atuação de destaque. Sinal de que a dificuldade estava mais no individual do que no coletivo, no esquema.

Foi mais treino do que jogo, mesmo com o Barcelona muitas vezes parecendo estar disputando a 3ª partida final da Libertadores de 1998. E neste sentido foi bem. Vencer, até no rachão, conta. Fazer isso colocando um conceito em prática – apesar de ter definido na bola parada, como de costume -, tem peso dois.

Não dá para o vascaíno ser otimista em excesso pela vitória sobre o campeão equatoriano – lembrando que o vice da Libertadores 2016 veio do Equador, o Independiente del Valle – em uma pré-temporada, assim como não dá para ser pessimista pelos erros.

Era dia de apresentar uma ideia, não um projeto concluído. E o Vasco, através das experiências de seu professor, deu conta.



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