Por um 2015 de mais otimismo no Vasco



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Doriva é uma das novidades do Vasco para 2015 (Foto: Wagner Meier/LANCE!Press)

Carlos Germano, Pimentel, Tinho, Moisés e Cássio; Luisinho, Ney Santos, Juninho e Ramón; Mauricinho e Celso. Que time é esse?! É o da estreia do Vasco, contra o Bangu, pelo Carioca, no ano de 1997. Uma equipe sem nenhuma expectativa e que, com pouco investimento, conseguiu se acertar e ser campeão brasileiro no fim do ano.

Mais uma prova que times competitivos não são montados apenas com craques e muito menos de um dia para o outro. Pedrinho demorou dois anos para estourar. Juninho, antes de virar ídolo, pegou banco para Válber – do Carrossel Caipira -, Ranielli, Assis e até Richardson. Aliás, o gol histórico contra o River Plate veio após sair da reserva.

César Prates e Válber foram contratados para suprir as saídas de Pimentel e Cássio, mas foram Maricá e Felipe, reservas de Alessandro e Bill nos juniores, que terminaram o ano do tri brasileiro entre os titulares. Mesmo com a desconfiança inicial da maioria. Aliás, a base desse time fez um péssimo ano em 96 e conseguiu dar a volta por cima.

O que isso significa?

Que nem todo garoto que sobe da base brilha logo em seus primeiros anos. Nem todo reforço desconhecido, como o zagueiro que cortava cana em Campos, é ruim. E nem craques, como o ex-camisa 8, conseguem se firmar entre os titulares desde o início.

Já vi bons jogadores decepcionarem com a camisa cruz-maltina e atletas limitados se sobressaírem.

Futebol é momento. Para um jogador se destacar não depende apenas dele. Depende de seus companheiros, do esquema montado pelo técnico, da fase vivida, sua condição física, entrosamento… Se medalhão fosse sinônimo de título e somente eles pudessem levar uma equipe à conquistas, jamais o Ituano de Doriva teria vencido o Paulista.

Julio dos Santos e Marcinho estão longe de serem os craques que alguns torcedores esperavam. Mas são bons jogadores e, com o esquema certo, podem se dar bem. Aliás, se um artilheiro da Libertadores tivesse sido contratado por qualquer outro clube brasileiro hoje estaríamos lamentando que não veio para a Colina. É a velha história da grama do vizinho que é sempre mais verde.

Me recuso a ser pessimista antes da bola rolar. Por mais que muitos aqui queiram, não acho certo. Prefiro olhar para os quatro desconhecidos que chegaram e imaginar que de lá sairá um novo Juninho. Ver os garotos subindo da base e imaginar que daqui há um ou dois anos poderemos ter um novo Felipe, um Pedrinho…

Depois do pontapé inicial, se nada disso der certo e o projeto fracassar, aí sim você poderá me cobrar uma postura mais crítica. Mas por enquanto não. Já temos muitos adversários tentando nos diminuir e desvalorizar o que temos, não serei mais um. E você também não deveria ser.

Não sou a favor de bater palma para maluco dançar, mas enquanto o diagnóstico médico for uma incógnita, não serei eu que correrei para pôr a camisa de força.

Por isso, hoje, quando der meia noite e os fogos estourarem, vou soltar dois gritos: ‘Gol do Vasco’ e ‘Vasco campeão’.

Não sei se esses mantras dão certo, nunca tentei, mas como disse, prefiro ser otimista. Pode ser que não dê certo, assim como o novo projeto do Vasco, mas ainda assim eu prefiro passar o réveillon cheio de esperanças em um 2015 melhor, do que derrotado de véspera.

Um excelente ano novo para todos nós!

Saudações vascaínas! /+/

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