Ponte aérea



– Martín Silva – goleiro – 2014/ até hoje - uruguaio (Foto: Vasco)

O clássico, era dos milhões. Também dos mais de 20 mil torcedores que foram ao Mané Garrincha. A partida, porém, estava desenhada para dois jogadores, ligados e separados por um avião: Martin Silva e Guerrero. Um confronto que começou a ser disputado nos céus. Cem mil para o frete. Carreira para o homem de frente.

Um Flamengo x Vasco dos milhões, dos milhares e das milhas. Não dos melhores, mas das mandingas. Dos macetes, dos malandros. Os bons e os ruins. Clássico carioca com toque sul-americano, catimbado. Carimbado por nomes tarimbados.

Rodrigo não queria deixar Guerrero voar. Não perto de Martin. Um toque nos ‘flaps’ do camisa 9 e uma cotovelada no nariz. Não do avião, do zagueiro. Pouso forçado. Cartão economizado. Neste caso, o de desembarque.

Martin foi ao Uruguai ficar no banco. Mas voou para Brasília para virar santo. Salvou no meio e no canto. Com a luva e com o manto. Defendeu em pé e deitado. Na fé, preparado. Quando não teve mãos, teve sorte. E que grande goleiro não tem? A trave é amiga da rede, não gosta quando ela é estufada. Por isso cuida de quem a protege bem.

Custou R$ 100 mil para ter Silva em campo. E o Vasco ganhou milhões por isso. De sorrisos. De ‘ufas’ no lugar de urros. Parou Jorge. Parou Guerrero. Pararia até o santo com mesmo nome e que carrega apelido semelhante se fosse preciso. Mas não precisava ser mártir. Bastou ser  Martin.

Valeu cada milhar investido. Cada milha convertida.



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