Política do Vasco é arriscada, porém correta



Eurico tem conseguido manter as contas do Vasco em dia (Foto: Marcelo Sadio/Vasco.com.br)

Eurico tem conseguido manter as contas do Vasco em dia (Foto: Marcelo Sadio/Vasco.com.br)

Todo mundo sonha em ter um Messi, um Cristiano Ronaldo ou um Neymar em seu time. Toda torcida quer um craque para idolatrar, um camisa 10 que resolva a partida em uma jogada genial e lhe garanta a alegria futebolística do dia. Mas isso é para poucos. Aliás, no futebol brasileiro, para ninguém.

O Vasco foi campeão carioca com atuações pouco convincentes na 1ª fase e com um elenco que inspira pouca confiança na grande maioria dos torcedores. Mas foi campeão. Mesmo com um elenco limitado e de poucas opções, superou seu principais rivais nas partidas decisivas e ficou com a taça.

Sem loucuras financeiras, respeitando o orçamento e a Medida Provisória do Governo Federal que determina que os clubes não usem mais que 70% de sua arrecadação com o departamento de futebol, dificilmente surgirá um grande astro para vestir a camisa 10 vascaína nesse Brasileiro como tanto sonham os vascaínos. E isso é o correto a se fazer.

O Vasco clube é maior que o Vasco time. E quem precisa se equilibrar, agora, é o primeiro. Afinal, o segundo depende do anterior.

Quem não tem dinheiro para importar, precisa aprender a produzir. Nem que pegue ‘semi-pronto’ e lapide.

Toda aposta contém um risco, mas que bem calculado pode render bons frutos. Após dois rebaixamentos em 5 anos, a torcida tem pressa e medo. Normal. Montar um time com nomes poucos conhecidos e salários baixos pode parecer arriscado, mas é a única forma do Vasco cumprir com seus deveres e dar um alívio para seu caixa.

Quando lembramos dos grandes títulos recentes do Cruz-Maltino, falamos de uma época que chegamos a ter um banco de reservas com Mauro Galvão, Alexandre Torres, Válber, Pedrinho, Viola e Donizete, por exemplo. Ótimo para os resultados em campo, mas péssimo para o financeiro do clube, que até hoje paga por isso.

Pés no chão, sem megalomania e aproveitando as – poucas – oportunidades que o mercado oferece dentro da realidade do clube. Esse é a única maneira do Vasco voltar a respirar e recuperar a confiança dos investidores. E tem sido assim.

Se dentro das quatro linhas os resultados e atuações ainda não condizem com a tradição e grandeza do Vasco, ao menos parece que a semente para um amanhã melhor vem sendo bem plantada. Ao menos na teoria. O resultado concreto, só o tempo dirá.

É tempo de se reorganizar. O título Estadual foi um bônus que talvez nem Eurico Miranda esperasse que viesse tão rápido, mas veio. Para o Brasileiro, a meta é ir sem sustos para um 2016 mais forte. Esse é o caminho que melhor se apresenta.

A política de enxugar a folha salarial pode ser arriscada do ponto de vista técnico do time que disputará o Brasileirão, porém, para o clube, é um mal necessário.

/BlogDoGarone
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