O velho roteiro vascaíno



Jhon Cley não conseguiu ajudar o Vasco (Foto: Marcelo Val/VIPCOMM)

Jhon Cley não conseguiu ajudar o Vasco (Foto: Marcelo Val/VIPCOMM)

Um dos meus medos aqui no blog é o de ficar repetitivo. Mas o Vasco teima em seguir o mesmo velho roteiro. Entre erros e acertos, cenas de um filme que estamos cansados de assistir.

Se fizermos uma lista com dez fatos que acontecerão numa partida do Cruz-Maltino, é bem provável que no mínimo oito ocorram. Os adversários mudam, a escalação também, mas as atuações são sempre parecidas.

Nenhuma digna de Oscar.

Lançamentos diretos, erros infantis, dificuldades para trocar mais de cinco passes seguidos, cruzamentos sem direção, sumiço de Jhon Cley, Thalles brigando com a bola, recomposição defensiva desordenada, Guiñazu dando combate sozinho enquanto os outros só cercam, espaço nas costas dos nossos laterais e poucas finalizações.

Foi assim contra o Botafogo e também na grande maioria das últimas partidas do Vasco.

Não chega a ser um filme de terror, muito por conta das grandes cenas também serem recorrentes. Torcida participativa, gol de Gilberto, a garra de Guina, boas jogadas de Madson pela direita e lançamentos certeiros de Julio dos Santos, também são alguns dos atos deste roteiro vascaíno.

Porém, para agradar ao público, é necessário mais que isso.

A falta de um camisa 10 que realmente faça a diferença é cada vez mais latente. As discretas participações de Jhon Cley influenciam diretamente na quantidade de chutões dados pelos zagueiros.

Na abstinência de um pensador, rifa-se a bola, expõe a defesa à contra-ataques, anula o nosso meio-campo e engessa o ataque. E o filme se arrasta de forma pouca atrativa enquanto a torcida aguarda um breve momento de inspiração para que salvem o espetáculo.

Dessa vez não deu.

O Vasco segue inconstante, oscilando bons e maus momentos dentro de um mesmo jogo, mas o que preocupa são erros constantes, não os ocasionais. A falta de atenção é ruim e pode custar o título, mas os erros sistemáticos preocupam não só para agora, mas para toda a temporada.

Falta ainda ao roteiro vascaíno um protagonista que assuma a responsabilidade de organizar o meio ofensivo do Vasco. Enquanto isso não acontecer, teremos que torcer para o nosso lado direito seguir funcionando, Gilberto continuar calibrado e o resto da equipe não comprometer.

A briga pelo título do Carioca segue viva. A de se conseguir um time realmente competitivo também.

Saudações vascaínas! /+/

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