O Vasco na terra de Zeca



Thalles abriu o placar contra o Tigres (Foto: Cleber Mendes/LANCE!Press)

Thalles abriu o placar contra o Tigres (Foto: Cleber Mendes/LANCE!Press)

Dizem que Carnaval no Rio de Janeiro só acaba em março. Outros afirmam que não tem fim. Fato é que às vezes a ressaca da festa dura mais do que o próprio evento. A do Vasco, com a vitória no clássico sobre o Flamengo, parece ainda estar rolando.

Na terra de Zeca Pagodinho, em Xerém, o Cruz-Maltino parecia ter ido apenas para vadiar. Achando que era dia de festa a torcida compareceu em bom número, mesmo com tanta lama nas ruas após o temporal que caiu no fim da tarde. Do lado dos donos da casa, apenas uma faixa amarela bordada com o nome dela – a equipe do Tigres.

O time de Jorginho teve dificuldades para romper a barreira imposta pelo setor defensivo adversário. Nem mesmo Nenê, que normalmente atua de Black Tie, conseguiu desfilar com liberdade próximo a área. Sem espaço, passou a maior parte do tempo cruzando bolas, buscando uma sobra em meio ao mafuá.

O Vasco começou num desacerto, sem conserto, sem razão, mas de time aéreo, passou a usar a artilharia aérea. Julio dos Santos, duas vezes, e Rafael Vaz, no travessão, quase abriram a contagem. Mas como sua fama ninguém tira – só se Deus mandar tirar -, a bola teimou em não entrar. Algo comum no histórico vascaíno.

Num ‘judia de mim‘ danado, era chute para o alto, defesa do goleiro, mais uma cabeçada na trave, bola em cima da linha e nada de gol. Riascos parecia ter entrado no chuveiro de terno e sapato, e Jorginho não quis mais papo, botando Thalles em campo.

Após o cruzamento de Madson, aos trancos e barrancos lá foi ele, ser feliz e agradecer por mais uma chance que recebeu. Um a zero que premiava a insistência, mas não a criatividade da equipe, que seguiu assustando apenas na jogada aérea. Opção que não deveria ser a única solução.

Com o Tigres aberto, Éder Luís avançou, carregou, deixou a vida lhe levar, mas perdeu a chance de marcar o segundo. Quase no fim, Nenê aproveitou a mão fina de Renan, numa ‘jogada’ aérea do próprio zagueiro, e colocou números finais no placar: 2×0.

O time ficou devendo à Dona Maria da quitandae todos os outros cruz-maltinos que lá foram para apoiar. Ao menos em relação ao desempenho. Mas se continuar vencendo assim, eu posso até me apaixonar.



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