O Vasco em cores



Martin Silva fez grandes defesas contra o Resende (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Martin Silva fez grandes defesas contra o Resende (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Poucas coisas são tão simbólicas no Vasco quanto uma vitória de virada. É um clube forjado na dificuldade, até nos momentos que parecem ser mais fáceis. O que não é, obviamente, a situação atual.

O Vasco gosta de deixar tudo meio cinza antes de pôr um pouco de cor. Como se o vermelho se destacasse menos sem uma base mais neutra antes. Talvez seja verdade, conheço pouco dessas nuances.

Mas a segurança de uma boa demão, independente de tom, às vezes cai bem. Falta ao time essa leveza, essa confiança de estar fazendo o certo. Sem falhas. Mesmo da maneira mais simples.

Com 20 segundos, contra o Resende, Martin – de azul – já trabalhava. Aos seis, virava herói. Aos 11, em mais um erro de passe de Evander – foram 4 em apenas 45 minutos em campo -, o goleiro foi batido por Kyros, em jogada bem parecida com a da partida contra o Corinthians, pela Florida Cup, quando Kazim estufou as redes acompanhado de um lateral e não de um zagueiro.

São Januário perdia, naquele momento, a pintura que recebera nos últimos anos. As cores, entretanto, tentavam ser mantidas pelos pouco mais de 5 mil presentes que, se não eram muitos, cantaram do início ao fim. E vaiaram no meio.

O Vasco 2017 tem criado mais que o de 2016, mas com a mesma ineficiência na finalização e se expondo mais. Na certeza de que havia errado na mão, Cristóvão Borges colocou Jean em campo. Um volante de origem para virar o jogo.

Algumas vezes é necessário reforçar as cores de fundo para realçar a imagem principal. Neste caso, o ataque.

E foi o que ocorreu. A entrada do cabeça de área diminuiu o desequilíbrio existente no time. Com duas divididas e um carrinho, o camisa 15 já era aplaudido pelas arquibancadas.

Sem enfeites, sem o brilho de um amarelo ou a vivacidade do vermelho, foi preto no branco. Decidido em cada jogada, ganhou a torcida. E deu liberdade para que outros se destacassem.

O futebol quadrado do Vasco, aos poucos, ganhou triangulações. Pintura rara nos últimos tempos em São Januário. E assim saíram os gols.

O time virou a partida. Pikachu, Muriqui, Escudero e Thalles, viraram seus duelos pessoais. Girando, o Vasco vai se virando e buscando a paleta de cores ideal para a temporada.

Ainda é só um rabisco, cheio de falhas. A obra final ainda é incerta. Mas é certo que terá que sujar muito a roupa para concluí-la.



  • Edison Lopes

    O vasco precisa achar não sei onde, um muito bom zagueiro de área. Se conseguir esse jogador, basta treinar o coletivo e teremos um bom time.

  • Luciano Silva

    Concordo com o Edilson tem que contratar um zagueiro para ser titular no lugar do Rodrigo URGENTE . Porém , se acontecer essa pequena hipótese , o Rodrigo tem que ser afastado do grupo , pois ele vai contaminar o vestiário e vai minar o Cristóvão que deve ser gente boa mais , para mim além de ser fraco como técnico , não tem personalidade para segurar o grupo . O nosso desespero para arrumar um zagueiro é tanto que até a volta do Anderson Salles que está no Santa Cruz seria uma boa.. Vê-se que estamos passando esse problema na zaga pq o Salles só não ficou no Vasco pq o “genio” do Jorginho preferiu o Aislan e o Rei Sol não quiz renovar com o Rafael Vaz e trouxe o possante Rafa Marques.

  • Dirceu

    Devo ser um chato, não enxergo nada de futebol, ou as duas coisas juntas. Mas na minha televisão, mais uma vez o time do Vasco não jogou nada e a organização tática do time, simplesmente, inexistiu. Não vi melhora alguma e voltamos a sofrer, diante do “fortíssimo” Resende.
    Imaginava que todos já sabiam que a zanga do Vasco é lenta, que seus laterais são péssimos marcadores, que não sabem fazer cobertura, e nas bolas paradas não servem nem para atrapalhar os atacantes adversários. Portanto, achava ser um consenso, constituindo-se uma irresponsabilidade, atuarmos sem a proteção de um volante.
    Mas o nosso Cristóvão, além de não conseguir acertar a defesa, escalou o time sem um volante de marcação. Consequência lógica, um sufoco atras do outro, e se não fosse SAN MARTINS, a vaca teria ido pastar no brejo.
    Também não vejo o dedo do técnico na organização de jogadas de ataque. O nossas únicas armas, continuam sendo as bolas paradas.
    Não temos jogadas pelas laterais, pois inexistem as triangulações pelos lados do campo, já que os meias e atacantes não se aproximam.
    Precisamos de bons jogadores, pois Escudeiros,, Rodrigos, Alans, Julios, não tem nível para jogar em um grande clube.
    Além desses, Guilherme, Caio Monteiro, Henrique e Evander precisam mostrar que se transferiram do mundo das promessas para o mundo real.
    Temos ainda as novas contratações, que também precisam voltar a nos mostrar em campo, o futebol,de qualidade que um dia tiveram.
    Portanto, considero que nosso técnico ainda não fez nada, que seu trabalho ainda não se iniciou, e torço para que ele me surpreenda, demonstrando ter a capacidade para montar uma equipe vencedora, a altura do Clube de Regatas Vasco da Gama.

  • Norberto Freund

    Acho exagero dizer que o Vasco não jogou. Algumas coisa ficaram claras
    1- Precisamos de um zagueiro.Mas não será o Rafa Marques
    2- Evander não será o jogador que o Cristovão imaginou , bastou meio tempo do Jean para mostrar isso que já tinha sido evidenciado antes
    3- O Cristovão não terá força para barrar o Rodrigo.
    4- Se tivermos um bom técnico temos condição sim de formar um time
    5- Escudero na lateral esquerda é brincadeira , se o Técnico do Rezende fosse um pouco melhor não teria perdido o jogo
    6- Com os jogadores que temos podemos formar time e variações, mas não acredito que o técnico seja capaz ( tomara que eu me engane)
    7- Os laterais são fracos porque não tem volante para dar cobertura, com o novo reforço isto pode mudar- Ficou claro que Julio dos Santos , Evander não são estes jogadores.
    8- Com toda boa atuação do Martim Silva, mais uma vez ficou claro que ele não sabe sair do gol

MaisRecentes

Sub-20: Vasco contrata atacante de 19 anos que estava no Atlético-PR



Continue Lendo

A queda de Milton Mendes



Continue Lendo

Filantropia vascaína



Continue Lendo