O Vasco e a Síndrome de Estocolmo



Vasco perdeu para o Criciúma e caiu para o 4º lugar (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Vasco perdeu para o Criciúma e caiu para o 4º lugar (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

O Vasco teima em não subir.

Quase uma pirraça de criança. É chato, é feio, mas é cada vez mais comum. Pra quem faz, parece natural. Para quem assiste, é horrível.

Desde a virada do turno, o time faz absolutamente tudo para não chegar na Série A. Não fossem os tropeços de seus adversários no início, provavelmente estaria fora no G4 neste momento.

Não está graças ao seu bom 1º turno – em resultados, raro em futebol. E também pelo peso de sua camisa, que assustou, principalmente enquanto a série invicta era mantida. Quando a máscara caiu, tudo mudou.

A questão agora é mudar de Série, sem tirar mais do sério os seus torcedores. E não tem conseguido. Mais um ano na B se tornou um pesadelo real. A equipe segue sem acordar, lhe restando apenas sonhos e pesadelos, mas pouca realidade.

O Vasco parece ter ganho simpatia pela Série B. Uma espécie de Síndrome de Estocolmo, onde a pessoa agredida começa a ter um sentimento de carinho pelo seu agressor.

O clube passou a aceitar o rebaixamento. Tudo se tornou normal, não é mais uma agressão a sua história. Ou não parece ser, tamanha a passividade de seus dirigentes, comissão técnica e jogadores.

Nas falas, tudo parece ser um mal-entendido que logo será resolvido. Ainda não foi. E só terá mais uma chance de ser.

O meio afeta o indivíduo. Talvez por estar lá pela terceira vez em apenas oito anos, o Vasco tenha sido tomado por ele. Vem apresentando um futebol de segunda divisão, com erros infantis, desde falta de domínio até passes curtos nos pés dos adversários. E assim iniciou e terminou a jogada do gol do Criciúma neste sábado. Toque errado de Diguinho, acompanhado de um pênalti cometido pelo mesmo.

Apenas do volante, foram seis erros de passes e outros três em lançamentos. Logo ele, responsável por fazer a saída de bola da equipe. Ainda assim, parece ser homem de confiança de Jorginho, que novamente o manteve no meio-campo, apesar de tantas atuações irregulares e críticas da torcida. Desde o ano passado.

Talvez o treinador também tenha sido pego pela mesma Síndrome. Só isso explicaria a insistência em tentar mudar utilizando sempre as mesmas peças. Um afeto, até então, injustificável.

E quando troca, pouco altera. E aterra cada vez mais a equipe.

O Vasco chega na última rodada em sua pior colocação (4º), em seu momento mais complicado, mas dependendo apenas de si.

E talvez este seja o maior dos problemas…  Ele próprio.



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