O Vasco e o salário mínimo



Andrezinho criou ofensivamente, mas pouco contribuiu na defesa (Foto: Wagner Meier/Lancepress)

Andrezinho criou ofensivamente, mas pouco contribuiu na defesa (Foto: Wagner Meier/Lancepress)

O Vasco começa 2017 como um salário mínimo.

É aguardado, faz falta quando está longe, celebrado quando chega, mas assim que desponta, a primeira sensação é de que não chegará vivo até o fim do mês. No caso do clube, ao término do ano.

Cristóvão repetiu a ideia de jogo com dois volantes de bom passe, mas pouco combate. E foi novamente o grande defeito da equipe. Não apenas pelo conceito, mas por não ter disponível no elenco jogadores capazes de ter um equilíbrio nesta função. Ou só marca, ou só toca.

Contra o rápido time do Fluminense, o lento grupo vascaíno foi agredido todas as vezes em que não teve a posse. Desorganizado, não conseguiu ocupar os espaços necessários para fazer o time correr menos. Deu exatamente a liberdade que a equipe de Abel Braga precisava para trabalhar as infiltrações.

As entradas de Guilherme Costa e Ederson nas vagas de Eder Luis e Escudero – sumidos no clássico – melhoraram a movimentação ofensiva, mas não resolveram o principal problema da equipe na partida: a consistência defensiva.

Em 90 minutos, o Vasco conseguiu apenas três desarmes. Uma marca irrisória para quem enfrentou um adversário repleto de jogadores que buscam as jogadas individuais.

No um contra um, deu Flu quase sempre. No 11 contra 11, idem.

O jogo se mostrou perfeito para o Tricolor, no embate entre quem usa a velocidade e quem dá espaços. O técnico vascaíno não soube corrigir, dando liberdade para a construção do 3 a 0. O rombo estava exposto. Ninguém cobriu.

Se nos anos anteriores o Campeonato Carioca serviu, de certa maneira, como ilusão para o Vasco, o início deste ano já põe à mesa suas deficiências. Todas elas mostradas logo na estreia.

Nem sempre dá para aumentar o salário, mas é sempre possível fazer com que renda da melhor forma.

Com pouco crédito, Vasco inicia 2017 já em dívida.



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