O ritmo vascaíno



Nenê tem perdido a cabeça muito fácil (Foto: Paulo Sergio/Lancepress)

Nenê não tem sido constante (Foto: Paulo Sergio/Lancepress)

Nenhum riff de guitarra ou solo de bateria. Nada de metais acompanhando ou orquestras engrandecendo. Nem aquele piano na introdução para mudar de nível e trazer emoção. Nada. Em uma nota só, no Dia Internacional do Rock, foi o Vasco enfrentar o Santa Cruz.

Na mesma batida dos últimos jogos. Abatido sabe-se lá com o quê. Sem a dinâmica que o futebol cobra e o rock exala. Imortal exatamente pela sua constante mutação. Algo que Jorginho não tem conseguido orquestrar. Nem seu maestro, Nenê.

O Vasco achou que era dia de valsa, contra um adversário punk, mesmo com os reservas. Porção zero de R&B. Quase o mesmo número de RPM. Lento, devagar, insosso. Slow, não rock’n roll.

Jorginho precisa redefinir seu ritmo. Ou melhor, achar um. Reposicionar suas ‘guns’, para que volte a colher suas ‘roses’. Antes que afunde como um submarino, seja ele amarelo ou não. Pode ser até Pink.

É necessário ir ‘Halen’ do óbvio que se tornou o time, com passes laterais e poucas aproximações. Vai precisar voltar a ser uma banda, não há espaço para carreira solo no futebol. Ainda que Luan mais uma vez tenha salvo à capela, graças a bola solta – como um pássaro livre – por Tiago Cardoso.

O Vasco mudou depois do Carioca – AC/DC -, principalmente sem a movimentação de Riascos na frente. O ritmo agora é outro. E não é bom…



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