O resiliente Nenê



Nenê decidiu contra o Vola Nova, de novo (Foto: Carlos Gregorio Jr/ Vasco)

Nenê decidiu contra o Vila Nova, de novo (Foto: Carlos Gregorio Jr/ Vasco)

Algumas coisas se transformam após amassadas. A massa, que vira bolo. O ferro quente, que se torna uma peça de arte ou um utensílio. A argila, o barro. Para uma carne macia, bate-se nela. Estas mudam ao toque mais bruto. São moldadas. Têm sua forma alterada.

Nenê cresce. Evolui. Mais que Pikachu.

O camisa 10 do Vasco é peça pronta, não requer mudanças estruturais. Mas ganha ação ao virar alvo, como se absorvesse cada pancada. Nenê é resiliente, apanha, cai, mas volta ao seu estado normal. O de craque. É são em meio ao caos.

Rasga chuteiras e defesas como um diamante corta o vidro. Limpo, constante, como se fosse feito para isso. E ele é.

Não importa por quantos minutos apanhe, Nenê é capaz de nocautear em um chute. Ou drible. De dentro ou fora da área. No ângulo, no canto ou em qualquer lugar que o valha. No corte seco, fino, como ponta de navalha.

Contra o Vila Nova, Nenê deixou o primeiro tempo de maca, machucado. No segundo, voltou renovado. Como num roteiro antigo de ‘Rocky’, mas com a resiliência atual de um ‘X-Men’.

Nenê é bom até quando é ruim. Perde lances e ganha partidas. Transforma falta em pênalti e pênalti em gol. Muda a cada batida. Não deixa palavra simples para que o defina.

É de pagar pra ver. É Nenê.



  • Luiz Claudio Junior

    Seria ótimo vê-lo na Seleção, não vejo ninguém na lista do Dunga que jogue na posição que Nenê ocupa, tá faltando essa experiência e habilidade técnica no meio de criação. Mas por outro lado, seriam desfalques seguidos para o Vascão… Então deixa o Nenê brilhar na SeleVasco mesmo rs

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