O rejuvenescimento do Vasco



Paulinho e Paulo Vítor vão ganhando espaço no Vasco (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Paulinho e Paulo Vítor vão ganhando espaço no Vasco (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Idade é só um número, é bem verdade, mas que muitas vezes nos dizem muita coisa. Principalmente no esporte. No Vasco, por exemplo, significa mais velocidade, objetividade e verticalidade. É o que apontam alguns números.

Contra o Atlético Mineiro, no fim de semana, tendo Mateus Vital, Paulinho e Paulo Vítor como novidades no setor ofensivo – e Guilherme Costa no 2º tempo -, o time escalado por Milton Mendes atingiu duas marcas expressivas: foi a segunda partida fora do Rio de Janeiro em que a equipe mais finalizou (11) – foram 13 contra o Palmeiras – e também a segunda em que menos cruzou, apenas 14, perdendo apenas para o duelo com a Chapecoense (11), onde atuou sem centroavante, com Nenê mais adiantado.

A média de cruzamentos do Vasco no Brasileiro, até então, era de 24,4 por jogo. Quase o dobro do tentado contra os mineiros.

Ou seja, pela primeira vez no Brasileiro, o Vasco conseguiu agredir seu adversário como visitante sem ser pela insistência do jogo aéreo. Isso graças a juventude, velocidade e habilidade de seu setor ofensivo, características fundamentais para um bom contra-ataque.

Com jogadores de maior mobilidade na frente, o Cruzmaltino trocou os cruzamentos pelas infiltrações. Botou a bola no chão e buscou o gol por baixo. Em uma dessas ultrapassagens, Paulinho abriu o placar, após belo passe de Escudero. Em outra, Paulo Vítor recebeu na esquerda e, ao invés de buscar o fundo, cortou para dentro, finalizando para boa defesa de Giovanni.

O gol da vitória acabou saindo também de uma jogada em velocidade. No contragolpe puxado por Guilherme Costa, Paulinho, mais uma vez, marcou.

Infiltração e contra-ataque, dois pontos fundamentais na vitória vascaína sobre o Atlético no fim de semana. Armas que o time ganha com a utilização de seus jovens.

Claro, são números de apenas um jogo, precisam ser repetidos para mostrarem uma alteração real e não apenas circunstancial na equipe. Pra isso, porém, Milton Mendes terá que manter os meninos em campo.

Sem o peso da estreia, as dúvidas sobre rendimento e adaptação aos profissionais, acabaram os motivos para não serem titulares. Já não é uma questão apenas de idade, mas sim técnica.

* Números obtidos no Footstats



  • Clovis Batalha

    Repetir o time. Pronto falei!

  • Lazaro Borges

    Parabéns Garone a sua percepção é correta. Minha opinião: Jogadores super dotados não precisam de etapas, craque é craque. Necessário mesmo é o Vasco efetivá-los titulares, jogar um bom futebol para Paulinho, Paulo Vitor, Evander, Guilherme Costa, Andrey é uma coisa muito natural. Cabe ao Vasco dar-lhes um competente acompanhamento extra-campo, isto feito, teremos motivo para sonhar com um Vasco outra vez vencedor.

  • Paulo Wagner

    São formas de jogar totalmente distintas. Não faz sentido jogar no contra-ataque e colocar um jogador como o Luis Fabiano em campo. Ou Thalles. Por outro lado, não tem lógica tentar o jogo aéreo com o Paulo Vítor ou Paulinho em campo. Ambas as formas são válidas, desde que os jogadores tenham as características certas para os modelos de jogo propostos. Particularmente, o “Muricibol” (cruzamentos constantes para a área) não é o meu modelo preferido de jogo. Mas ainda é possível aperfeiçoar as jogadas pelo meio, com triangulações rápidas e troca de passes, que é um modelo que pode misturar os dois tipos de jogadores, mas exige treino e movimentação constante. O que importa é o time não ficar dependente de um único modelo, o que o torna previsível. Assim como não interessa ao time ficar dependente de um único jogador, que é o que o Nenê não entende…

  • William Pereira

    O preocupante é que esse técnico incompetente já disse que tem que ir com calma. Craque nasce pronto e só evolui jogando. Vide Pelé que aos 17 já tava na seleção.

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